Futebol feminino

Homens e mulheres vão ter salários iguais no futebol dos EUA

Homens e mulheres vão ter salários iguais no futebol dos EUA

A Federação Norte-Americana de futebol ofereceu um contrato de valores idênticos às equipas femininas e masculinas, para acabar com a desigualdade salarial, alvo de críticas nos últimos anos.

A luta do futebol feminino norte-americano por um salário igualitário já é longa. As atletas da seleção nacional vieram por várias vezes a público apelar a um pagamento mais justo, eliminando as diferenças de género que estão enraizadas na sociedade. Nos Estados Unidos, uma mulher recebe 82 centavos (69 cêntimos de euro) por cada dólar (85 cêntimos) que é pago a um homem.

Esta desigualdade motivou Megan Rapinoe, antiga melhor jogadora do mundo, a criticar publicamente o sistema de pagamento da Federação Norte-Americana de Futebol. Quando os Estados Unidos conquistaram o Mundial em 2019, as compensações monetárias e condições de jogo foram inferiores às da seleção nacional masculina, o que provocou o descontentamento da futebolista.

"A seleção feminina de futebol venceu quatro Mundiais e quatro medalhas de ouro Olímpicas. Enchemos estádios, batemos recordes de audiência e esgotamos camisolas, tudo métricas pelas quais somos julgadas", referiu Rapinoe num evento de promoção de igualdade salarial, na Casa Branca. A equipa de futebol feminino processou a Federação de Futebol em 2019, alegando discriminação de género, com queixas acerca dos salários e outras condições como licenças de maternidade e gravidez.

Agora, a federação ofereceu um contrato idêntico às associações de jogadores para as seleções femininas e masculinas, vincando que não aceita um negócio onde os bónus do Campeonato do Mundo não sejam do mesmo valor. Em 2018, a FIFA distribuiu cerca de 338 milhões de euros às 32 seleções nacionais que competiram no Mundial, incluindo um bónus de 32 milhões à campeã França. Em 2019, a organização distribuiu 25 milhões de euros às 24 seleções que participaram no Mundial feminino, com os EUA a receberem um bónus de vitória da competição de 3,3 milhões.

"A Federação Norte-Americana não vai aceitar um acordo que não dê um passo importante em igualar os bónus dos Mundiais da FIFA. A melhor forma de alcançar estes objetivos é negociar um contrato entre as associações de jogadores das seleções femininas e masculinas", referiu a instituição em comunicado.

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