Bruxelas

Homossexualidade e preconceito lado a lado no futebol, diz médio do Sampdoria

Homossexualidade e preconceito lado a lado no futebol, diz médio do Sampdoria

Albin Ekdal, médio do Sampdoria, foi convidado para debater o tema "Desporto e Homofobia, um desafio por vencer". Dada a impossibilidade de estar presente, o sueco fez questão de enviar um vídeo no qual deixou um discurso comovente.

Esta quarta-feira, houve um debate no Parlamento Europeu sobre a homossexualidade no Desporto e Albin Ekdal foi convidado. Mas dada a impossibilidade do médio em estar presente, dado o calendário da liga italiana, o jogador da Sampdoria fez questão de dar um contributo e deixar um vídeo, entretanto divulgado pelo clube, no qual deixou alguns argumentos para combater a discriminação em função da orientação sexual.

Albin, de 30 anos, deixou uma mensagem emotiva, ao dizer que muitos jogadores querem assumir a homossexualidade e não o fazem por "medo de comentários negativos".

"Que tipo de sociedade somos se um rapaz não pode seguir o seu sonho de se tornar futebolista por causa da sua orientação sexual? Num mundo ideal, ninguém se sentiria desconfortável ao dizer que é homossexual, seja na vida quotidiana ou no futebol. Infelizmente, a realidade é diferente. No nosso desporto, apenas oito jogadores assumiram a sua homossexualidade, um número extremamente pequeno. Muitos queriam fazê-lo, mas, não se sentem livres para o fazer por medo de reações negativas", começa por dizer, ressalvando que a orientação sexual não define ninguém e que é preciso lutar contra o preconceito.

"É um ambiente em que a homofobia é importante e esses jogadores têm medo de se tornarem alvo de insultos e de abuso, tanto dentro como fora do campo. Por isso, sentem-se obrigados a ir embora, a esconder-se e a viver com medo. Temos de lutar contra este problema, usando a educação como uma força para o bem", salientou, lembrando que "de cada vez que um jovem arruma as chuteiras e deixa de jogar porque não é aceite pelo balneário, pelo clube ou pelos que o rodeiam, é um derrota para o mundo do futebol".

"Ser homossexual não te define como pessoa, apenas por quem te sentes atraído. Cada um de nós é parte da espécie humana e temos uma paixão comum: amamos o futebol e isto é o mais importante para nós", concluiu.

Outras Notícias