Crónica

A caminho da dobradinha

A caminho da dobradinha

Foi com enorme prazer e honra que aceitei o convite do Jornal de Notícias para acompanhar a participação da seleção nacional no Mundial de 2018. Tenho especial carinho por um jornal com o maravilhoso sotaque do Norte. Claro que todos os outros sotaques do nosso país também são belíssimos e têm dentes espetaculares, etc.

O parágrafo anterior foi copy-paste da minha primeira crónica no JN no Euro 2016. Resolvi alinhar na ideia de não mudar nada para dar sorte. Não pensem que foi por preguiça. Temos tantas crónicas pela frente até à vitória da nossa seleção na final do Mundial. Apesar de sermos a seleção do Mundial com mais desempregados, acredito que podemos ir até à final. Para começar, um ponto positivo, finalmente os nossos jogadores foram para o clima quente da Rússia que aqui já não aguentavam o frio.

Como não podia deixar de ser, a sorte de Fernando Santos já começou a funcionar. Se a nossa seleção tinha quatro jogadores afetados psicologicamente, e que a meio da noite começavam a suar e a ouvir o som de palmadas (um bocadinho a fazer lembrar as noitadas da seleção mexicana), agora, a Espanha tem vinte e três jogadores em estado de choque, porque ficaram sem treinador!

O nosso Engenheiro deve ser forrado a patas de coelho. Deve ter comido caldo verde de trevos de quatro folhas desde pequeno. É impressionante! A 48 horas do jogo contra Portugal, a seleção espanhola entrou em crise. Até o Puigdemont está preocupado com a confusão que há na liderança da La Roja.

A saída de Lopetegui é uma boa notícia, especialmente porque já sabemos que não vai ser substituído pelo Sérgio Conceição. Por outro lado, é pena que o ex-técnico portista não tenha tido a oportunidade de poder começar já a assistir, do banco, aos golos do Ronaldo. Perdemos assim a hipótese de assistir ao combate Engenheiro do Penta versus Obreiro do Nada.

Amanhã, em Sochi, frente à Espanha, temos que tentar evitar a todo o custo a vitória, a nossa, claro. Precisamos daquele empate que define um campeão. Temos que entrar com o pé esquerdo, para dar sorte. Força, Portugal, mas sem exageros.

* ARGUMENTISTA

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