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Acusação "é um assassinato de caráter" a Bruno de Carvalho

Acusação "é um assassinato de caráter" a Bruno de Carvalho

Advogado do ex-presidente do Sporting atacou o Ministério Público e falou em "pura humilhação".

O advogado de Bruno de Carvalho considerou esta segunda-feira que a acusação do Ministério Público (MP) sobre o ataque à academia do Sporting em Alcochete "é um assassinato de caráter" ao ex-presidente do clube.

"Trata-se de um assassinato de caráter e aqueles desgraçados [mais de 40 arguidos] apanharam todos por tabela", afirmou Miguel Fonseca, durante as alegações finais do debate instrutório, que decorreram no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

O advogado pediu ao juiz Carlos Delca que revogue a medida de coação de apresentações diárias: "Mesmo fazendo um esforço de muito boa fé, não conseguimos ver qual o efeito da medida, para além da pura humilhação", acrescentou.

Miguel Fonseca defende que o MP "acusa com os pés" e consegue apresentar três teses para a atuação do ex-presidente do Sporting, indicando em simultâneo que "Bruno de Carvalho levou alguém a praticar o crime, que foram outras pessoas que levaram Bruno de Carvalho a cometer o crime e ainda uma tese mista".

No final da alegação, Miguel Fonseca voltou a referir que o processo "tem um alvo muito claro a abater", pediu ao juiz que tenha "coragem, porque as pressões para pronunciar alguém são muito grandes".

Recorde-se que Bruno de Carvalho, o líder da claque Juventude Leonina, Nuno Mendes, conhecido como Mustafá, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 de ofensa à integridade física qualificada, de 38 de sequestro, de um crime de detenção de arma proibida e de crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados, por participarem diretamente no ataque à Academia do Sporting, em Alcochete, em 15 de maio de 2018.