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Adepto acusado de atacar autocarro do Boca Juniors libertado

Adepto acusado de atacar autocarro do Boca Juniors libertado

A justiça argentina libertou o adepto do River Plate que tinha sido detido e condenado pelo ataque ao autocarro do Boca Juniors. Tudo no mesmo dia, esta quinta-feira, em que a polícia espanhola deportou para Buenos Aires um dos líderes da claque do Boca, julgado perigoso, e que estava em Madrid para assistir à segunda mão da final da Taça Libertadores, a disputar no domingo, no Estádio Santiago Bernabéu.

Depois de ter sido condenado, primariamente, a dois anos e quatro meses de prisão, Matías Firpo viu o tribunal emitir a ordem de libertação, que, segundo fontes judiciais, terá sido dada após "julgamento abreviado".

O tribunal decretou, como medidas acessórias, a interdição do adepto ao Estádio do River Plate, bem como a qualquer tipo de evento desportivo de maior repercussão, durante os dois anos e quatro meses a que havia sido condenado. Firpo terá de cumprir ainda 180 horas de trabalho comunitário e terá de se reger por "certas normas de conduta".

Como um dos adeptos responsáveis pelo ataque ao autocarro do Boca, do qual resultaram lesões em jogadores e o adiamento do jogo, Firpo foi detido sob acusação de delitos de danos agravados, por impedir a realização de um espetáculo desportivo e pela promoção à criação de grupos violentos.

Entretanto, a polícia espanhola deportou de Madrid Maxi Mazzaro, um dos líderes da claque do Boca Juniors, que foi detetado em Espanha para assistir à segunda mão da final da Taça Libertadores em futebol com o River Plate.

Maxi Mazzaro, considerado pelo dispositivo montado para garantir a segurança do jogo com um dos adeptos mais "significativos e perigosos", com vários antecedentes criminais, foi reencaminhado de volta à Argentina.

O River Plate e o Boca Juniors, rivais históricos argentinos, disputam este domingo a segunda mão da final da Taça Libertadores, na capital espanhola, que foi adiada devido ao ataque ao autocarro do Boca Juniors por parte dos adeptos rivais.

Na primeira mão, disputada no La Bombonera, casa do Boca, registou-se um empate 2-2.

Na sequência dos desacatos, a Confederação sul-americana de futebol (CONMEBOL) agendou a segunda mão da final para "fora do território argentino", por não se encontrarem reunidas as condições necessárias de segurança, e elegeu o Santiago Bernabéu, em Madrid, para receber o jogo.

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