F. C. Porto

Sérgio Conceição e a Champions: "Qualquer equipa pode vencer o grupo"

Sérgio Conceição também falou da filosofia de jogo que implementou no F. C. Porto

Foto Fábio Poço/global Imagens

O treinador dos dragões foi entrevistado pelo Magazine da Liga dos Campeões da UEFA e perspetivou o duelo pelo apuramento para os oitavos de final, com Lokomotiv, Schalke e Galatasaray. Conceição também fala dos ídolos de infância e revela os segredos para o sucesso

"É similar ao da época passada. Vamos defrontar o campeão turco, o segundo classificado do campeonato alemão e o campeão russo. É um grupo [D] muito equilibrado e qualquer equipa pode vencer o grupo ou terminar em ultimo. Vai ser interessante, seguramente. As equipas têm um nível semelhante e a qualificação vai ser mais difícil devido a esse cenário", reconheceu Sérgio Conceição.

O F. C. Porto revelou, esta quarta-feira, alguns excertos da entrevista do treinador ao Magazine da Champions, um dia depois de Sérgio Conceição ter celebrado 22 anos desde que se estreou, como jogador portista, nessa que é a prova mais importante de clubes da UEFA.

"Gostava muito de Diego Maradona, da forma como ele abordava o futebol, como se fosse futebol de rua, pensando sempre fora da caixa. Acho que essa é a essência do futebol. Como jogador, eu era muito rígido e disciplinado, mas o futebol também precisa de ser encarado com um pouco de irreverência e ele personificava essa irreverência. Depois, quando fui para o F. C. Porto aos 16 anos, passei a admirar jogadores como João Pinto, Jaime Magalhães, Fernando Gomes ou Rabah Madjer, as grandes figuras do F. C. Porto", prosseguiu Sérgio Conceição sobre os ídolos de infância, ele que jogou com outros craques como Ronaldo, Vieri, Cannavaro, Buffon, Simeone e Nesta. Ainda assim, nenhum o marcou mais do que o antigo lateral direito dos dragões, João Pinto.

"Um jogador não precisa de ser dotado tecnicamente para ser um grande jogador. Devem ter outros atributos e o João Pinto tinha-os", garantiu.

O treinador dos azuis e brancos prosseguiu assertivo, quando questionado sobre as condições necessárias para o sucesso de um futebolista. "Os jogadores precisam antes de mais de ter qualidade, isso é fundamental. Tudo o resto pode ser trabalhado e melhorado. Porém, há mais um aspeto crucial que os jogadores não devem perder para chegar ao nível mais alto: paixão pelo jogo. Quero que os meus jogadores sejam apaixonados pelo jogo", revelou.

A terminar, Conceição também falou da filosofia de jogo que implementou no F. C. Porto, assegurando que não muda o estilo consoante o adversário. "Temos a nossa própria filosofia, a nossa identidade e o nosso estilo de jogo. Ainda assim, conhecer as forças e fraquezas do adversário é essencial para vencer um jogo. A estratégia tem a ver com o adversário, em certa medida, mas o mais importante é a nossa identidade", considera.