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Vítor Baía: Momentos de um guarda-redes único

Vítor Baía estreou-se na baliza do F. C. Porto com apenas 18 anos|

 foto Global Imagens

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Vítor Baía começou a carreira no Académica de Leça|

 foto D.R.

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A 11 de setembro de 1988, Vítor Baía estreava-se na equipa principal do F. C. Porto, com apenas 18 anos. Desde então, somaram-se 33 títulos e uma carreira incontornável. Uma lenda.

Começou a carreira na Académica de Leça (1980 a 1982,), juntamente com Domingos Paciência, e ambos rumaram ao F. C. Porto com apenas 13 anos. Com 18, estreou-se pela equipa principal dos dragões e, desde então, desenhou-se uma carreira incontornável, onde apenas faltou um título pela seleção nacional.

A estreia em Guimarães em 1988

Na quarta jornada do campeonato, Jozef Mlynarczyk, titular dos azuis e brancos, lesionou-se pouco antes do encontro e Zé Beto, o segundo guarda-redes do F. C. Porto, tinha um processo disciplinar. O clube tentou, de todas as formas, entrar em contacto com ele mas não conseguiu. No fim, a única solução seria lançar Vítor Baía, na altura com apenas 18 anos. Um risco, ainda mais num estádio complicado. No final, o jogo acabou empatado (1-1) e o guarda-redes, que esteve em bom plano, voltaria para o banco de suplentes, voltando a ser aposta com a chegada de Artur Jorge.

Saída do Barcelona e regresso ao "seu" Porto

Ao longo da carreira, o português representou apenas duas equipas: o F. C. Porto e o Barcelona. Vítor Baía deixou o clube da invicta em 1996 para rumar aos catalães onde esteve até 1999. Na época, foi o guarda-redes mais caro da história, num negócio que custou 6,5 milhões ao Barcelona. Em Espanha, conquistou uma Liga espanhola, duas Taças do Rei e uma Supertaça. Contudo, o amor ao clube azul e branco falou mais alto e, em 1998, ainda como jogador do Barcelona e após vários meses sem jogar, regressou ao F. C. Porto ainda a tempo de festejar o pentacampeonato.

O melhor guarda-redes da Europa

Na era de José Mourinho, em 2004, após a conquista do campeonato nacional, da Taça de Portugal e Liga dos Campeões - já havia conquistado a Taça UEFA em 2003 - foi considerado o melhor guarda-redes da Europa. Vítor Baía entrou no restrito lote de dez futebolistas que conseguiu erguer os três troféus europeus a nível de clubes: Liga dos Campeões (2003/04), Taça UEFA (2002/03) e a extinta Taça das Taças (1996/97): Blind, Brio, Cabrini, Cudicini, Scirea, Tardelli, Tacconi, Muhren, Vialli.

O Mundial de 2002 e a desilusão no Europeu de 2004

Vítor Baía estreou-se na equipa principal das quinas com 21 anos, a 19 de dezembro de 1990, num jogo com os EUA e tornou-se o guarda-redes com mais internacionalizações. Foi convocado para o Europeu de 2000, onde esteve em bom plano: defendeu uma grande penalidade nos quartos-de-final, frente à Turquia, de Arif mas não conseguiu parar o remate de Zidane, que ditou a eliminação de Portugal nas meias-finais. No Mundial 2002, foi novamente o escolhido para defender as redes da equipa portuguesa mas, em 2004, veio a desilusão: O então selecionador Scolari não convocou o guardião para o Euro 2004, estalando a polémica. Vítor Baia não fez qualquer minuto enquanto Scolari foi selecionador.

O adeus, com 37 anos

Em 2007, com 37 anos, despediu-se dos relvados. Para trás, um palmarés repleto: 700 jogos, 566 pelo F. C. Porto, e 33 títulos. Um ícone inigualável no futebol português.