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Árbitros admitem greve só como última medida para parar polémicas

Árbitros admitem greve só como última medida para parar polémicas

O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, José Fontelas Gomes garantiu que os árbitros não pretendem, nesta altura, parar os campeonatos. Em declarações ao JN, esta terça-feira, admitiu convocar uma greve geral como último recurso se as polémicas continuarem a escalar.

"Não está em causa qualquer paragem de campeonatos. Não é esse o caminho nem a nossa forma de estar. Mas é uma forma de reivindicar algo para a arbitragem", explicou Fontelas Gomes, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF).

Aquele dirigente negou, ainda, por completo a possibilidade de boicotar apenas jogos do Sporting, mesmo considerando que o presidente do clube de Alvalade, Bruno de Carvalho, tem estado no centro da polémica, com a denúncia das ofertas do Benfica a árbitros e as constantes críticas à atuação dos juízes em jogos dos leões. "Não é essa a hipótese que está em cima da mesa", vincou o responsável da APAF.

No comunicado de segunda-feira, a APAF pediu aos intervenientes para tomarem consciência do que têm sido feito e dito e como está a ser prejudicada a imagem do futebol português, apelando ao bom senso de todos os responsáveis, incluindo Fernando Gomes e Pedro Proença, presidentes da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga de Clube, respetivamente.

Algo que Fontelas Gomes reafirmou ao nosso jornal. "Queremos consciencializar as pessoas sobre o que se está a passar", referiu, acrescentando que se for preciso serão os próprios árbitros a tomarem as medidas que considerarem adequadas: "Deixamos é em aberto, qualquer ação que possamos tomar, consoante o que acontecer".