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Bebés no crisma da bola e do amor ao clube

Bebés no crisma da bola e do amor ao clube

Em dia de clássico Sporting-F. C. Porto, aqui ficam dois exemplos de leões e dragões sócios logo à nascença.

Os papás revistos e projetados nas descendências e convencidos que as protegem de qualquer tentação desviante, na defesa das comunidades da bola e da paixão clubística, que se quer etnicamente pura e livre de qualquer contágio. Na prevenção do pecado original, na indispensável defesa dos dogmas, eis estes batismos futebolísticos de recém-nascidos, que ingressam, sem escolha própria, por superior determinação familiar, nas mais diversas tribos dos estádios. Na preservação das células e dos tecidos, processa-se, afinal, a enxurrada renovadora destes grupos restritos, nas quais se nutrem os sentimentos identitários da bola, a mesma cola social que há de perpetuar, de geração em geração, a rivalidade que alimenta o mais popular de todos os desportos, com todos os antagonismos e iguais doses de cumplicidades que lhe estão associadas. Em dia de clássico Sporting-F. C. Porto, aqui ficam dois exemplos dessa dicotomia vital: um, Rodrigo, um mês de vida e tudo pela frente para dar sucessão à gesta leonina; outra, Inês, tripeira de oito dias, para dar continuidade à narrativa dragoniana. Logo mais, já se vê quem sorri. Faites vos jeux!