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Benfica passou a sua "final" na Figueira da Foz sem glória

Benfica passou a sua "final" na Figueira da Foz sem glória

A Naval não deveu nada ao Benfica, mas os pontos foram todos para a equipa da Luz, bafejada por mais dois golos de bola parada e protegida por erros de arbitragem que foram determinantes para o resultado final.

João Ferreira? Poder ser, pode acontecer que seja um bom árbitro, mas, ontem, não o demonstrou. Isto na perspectiva da Naval, porque o Benfica não tem razão para se queixar. Logo no início do jogo, uma falta de Miguel Vítor sobre Marinho, mesmo em cima da linha da grande área, ficou sem o castigo de grande penalidade. E como a lei de Murphy não perdoa, no lance imediato, o Benfica chegou ao golo. Livre de Reyes, muita gentileza da defesa da casa e remate de Aimar para as redes da baliza de Peiser (3 m). O futebol é cruel.

Confiada na fortuna e no correr do relógio, a equipa de Quique Flores logo abdicou de jogar à bola, comportando-se como uma equipa pequena que chegou à vantagem mais depressa do que o previsto. A Naval tomou conta do jogo, instalou-se no meio-campo das águias e chegou a ridicularizar o grande Benfica, que parecia tolhido, das pernas e das ideias. Mas o jogo não era mais do que circulação de bola, sem olhos para a baliza. Futebol pobre, sem objectividade, sem nada. Sem batalha. E nem um cartãozinho para amostra, tal era o pacto de não agressão.

Chegou o segundo tempo e com ele mais Naval. O brasileiro Marcelinho, que rendera o compatriota Simplício, começou logo a dar mais trabalho aos centrais do Benfica. E não demorou a empatar. De um lançamento de linha lateral, o n.º20 da Naval aproveitou a inércia benfiquista para receber a bola, rodar e disparar sem defesa para Moreira (53 m).

O empate era o resultado mais do que justo para o equilíbrio na mediocridade. Mas chegou demasiado cedo para a Naval. Porque foi a partir daí que o Benfica compreendeu que era preciso jogar mais para ganhar. Finalmente, viu-se o Benfica com menos passividade e mais comprometido com o jogo. Não muito, que "aquilo" tem pouco de futebol.

Os lançamentos de Reyes para Di María eram o expediente mais pronto dos encarnados. E foi numa dessas aberturas que o argentino concluiu a única jogada de jeito ao logo de todo o desafio. Mas a bola esborrachou-se na barra. Logo depois, num lance copiado a papel químico, outra vez iniciado por Reys, foi Cardozo quem chutou ao lado. Foram dois chutos na monotonia.

O Benfica dava sinais de impotência e a Naval parecia ter o jogo completamente controlado. Ganhava todos os duelos a meio-campo e, mesmo que não incomodasse Moreira, tinha o destino na mão. Até que João Ferreira assinalou uma faltinha. Marinho, derrubado, levou com a bola na cara. E lá veio o apito providencial. Mas há que dar mérito ao Benfica. Dos pés de Reys saiu a bola para o vigésimo golo da época de bola parada, desta vez concluído Katsouranis (73 m). Foi o alívio benfiquista. Foi o golpe de morte nas aspiração da equipa da Figueira da Foz.

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