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Benfica pressiona Liga e FPF sobre árbitros e emails

Benfica pressiona Liga e FPF sobre árbitros e emails

O Benfica quer esclarecimentos dos organismos sobre as investigações à "invasão" do centro da Maia e das queixas relativas às ameaças aos árbitros até ao início do campeonato 2018/19.

O jogo Estoril - F. C. Porto e a "inação" das entidades face ao "crime de acesso e divulgação de correspondência por parte de um clube" estiveram entre os temas abordados por Varandas Fernandes, vice-presidente, na tarde desta quinta-feira, na Luz.

O Benfica, através de Varandas Fernandes, seu vice-presidente, exige que a Liga e a FPF façam um ponto de situação sobre vários temas polémicos que considera "esquecidos sob um manto de silêncio e opacidade". Nesse sentido deixou seis questões àquelas entidades e ainda lançou um desafio para que "o percurso profissional dos seus dirigentes e quadros", e clubes por onde tenham passado, além da eventual filiação clubística, sejam publicados nas páginas da "net". Medida, segundo o responsável, que visa "acabar com a falsa propaganda de que o Benfica controla as principais instâncias do futebol"

"Qual o ponto da situação das investigações à invasão ao centro de treinos dos árbitros na Maia? Qual o ponto de situação sobre as queixas por vários árbitros em relação às ameaças que sofreram e que também visaram as suas famílias e bens? Qual a explicação da Liga para que na época em 2017/2018 não se tenha cumprido os regulamentos na realização da segunda parte do Estoril-FCP? Para quem já esqueceu, pois há quem queira fazer esquecer as coisas, o jogo foi retomado 37 dias depois", sustentou, enumerando algumas interrogações.

A publicitação do recente relatório da FPF sobre a fuga de informação de vínculos de jogadores e o reconhecimento das "fragilidades e falta de segurança no sistema de troca de correspondência sobre contratos que circulam entre os serviços" que, segundo Varandas Fernandes, só publicitam os "do Benfica", são também assuntos que os encarnados desejam conhecer e ver resolvidos até 10 de agosto.

"Como se justifica o silêncio e a total inação da Liga e da FPF diante do crime de acesso e divulgação de correspondência privada por parte de um clube em relação a outro seu concorrente direto nas competições que gerem e regulamentam?", perguntou, numa alusão, ainda que sem citar, ao posicionamento do F. C. Porto no caso dos "emails".