Champions

Benfica tenta deixar F. C. Porto fora da "Champions"

Benfica tenta deixar F. C. Porto fora da "Champions"

O recurso do Benfica para o Tribunal Arbitral do Desporto, contestando a participação do F. C. Porto na Liga dos Campeões, poderá ser decidido até ao sorteio da prova caso seja considerado urgente.

O jornal desportivo "A Bola" faz manchete com o recurso do Benfica para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), pedindo a suspensão do sorteio da "Champions", uma notícia que fonte do clube "encarnado", quando contactada pela Agência Lusa, "não confirma, nem desmente".

Em declarações à Agência Lusa, João Nogueira da Rocha, juiz do TAS, disse que desconhece se terá ou não entrado o recurso do Benfica, mas acrescenta que a ter acontecido, e caso tenha "natureza urgente", pode estar decidido no prazo de um mês.

"Partindo do princípio que foi interposto recurso, é possível que as partes acordem na natureza urgente do processo e seja decidido até 1 de Agosto. Haveria um mês para a decisão ser tomada, já que são questões de direito e não questões de facto. É possível, não quer dizer que aconteça", explicou.

João Nogueira da Rocha disse ainda que o processo depende dos árbitros que o analisam e da vontade das partes: "em casos normais, o código do TAS prevê um período de quatro meses para o recurso de uma decisão de uma federação internacional ser tomada".

De acordo com a notícia de "A Bola" o recurso é pedido com "urgência", uma vez que o sorteio da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões se realiza a 1 de Agosto e o clube "encarnado" pretende participar nessa fase.

Segundo o diário desportivo, esta quinta-feira entrou no TAS o recurso do Benfica, liderado por Giampaolo Monteneri, especialista internacional na matéria, que irá trabalhar com uma equipa de advogados do clube (João Correia, Paulo Gonçalves e José Luis Seixas).

Com o recurso o Benfica pretende contrariar a decisão do Comité de Apelo da UEFA, de 13 de Junho, que permite ao F. C. Porto participar na Liga dos Campeões, apesar de estar ainda condicionado a uma decisão do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Na base da decisão da UEFA, que tinha excluído em primeira instância o F. C. Porto da Liga dos Campeões - no seguimento das decisões da Comissão de Disciplina da Liga Portuguesa de Clubes Profissionais, por tentativa de corrupção de dois árbitros de futebol na temporada 2003/04, no âmbito do processo Apito Final -, esteve a morosidade da resolução do processo nas instâncias desportivas portuguesas.