luz , luisão e katsouranis. reyes também diz adeus às águias

Benfica triunfa no último jogo de Quique

Benfica triunfa no último jogo de Quique

O Benfica venceu o Belenenses e ratificou a descida dos azuis.

Na noite de uma mão-cheia de despedidas, Quique apostou na energia da juventude e no inconformismo dos menos utilizados. No final, saiu sob aplausos.

A noite de muitas despedidas - Quique Flores, Katsouranis, Luisão e Reyes - terminou com uma vitória das águias e a consequente descida do Belenenses. O Benfica triunfou e alcançou uma exibição agradável, sustentada na garra e na energia dos mais novos - Urreta, Felipe Bastos -, mas também na habitual eficácia de Mantorras. No final, o espanhol cumprimentou os atletas, recolheu duas placas de apoio dos adeptos e abandonou o relvado debaixo de aplausos.

O Belenenses surgiu motivado e até concedeu a ideia que podia vencer, mas uma "traição" de Saulo - expulso ainda no primeiro tempo - antecipou a descida.

Na véspera, o espanhol não concedera qualquer dúvida sobre a necessidade de demonstrar uma atitude positiva, por respeito ao adversário. Os encarnados entraram de forma intensa e a pressionar o adversário, forçado a vencer para manter a aspiração de permanecer no escalão principal. O onze da Luz não se mostrou disponível para permitir qualquer deslize, até porque Cardozo tinha a possibilidade de lutar pelo título de melhor marcador. Perante a intensidade do adversário, o onze do Restelo conseguiu ser quase brilhante no primeiro momento que conseguiu respirar. Silas marcou um belo golo, em contra-ataque, que segurava a equipa na Liga.

Quique não gostou da forma como o meio-campo protegeu a defesa e mandou aquecer Felipe Bastos, que substituiria Carlos Martins. Apesar da desvantagem, os encarnados mantiveram a tese de privilegiar a ala direita, onde a dupla uruguaia - Maxi Pereira e Urreta - mostrava um bom entendimento. O golo do empate surgiu de uma típica combinação na ala.

O Belenenses voltava à condição de despromovido. Todavia, deu rapidamente um sinal de que não iria deixar de lutar. Saulo, Wender, Silas e José Pedro constituíam um quarteto corajoso que continuava a acreditar. No entanto, o elemento mais adiantado cometeu um pecado mortal e foi expulso antes do intervalo, após desentendimento com Di María. O acto irreflectido do avançado limitou a actuação dos azuis.

Com mais uma unidade, o Benfica controlou o jogo e criou várias oportunidades. Di María e Aimar foram perdulários, mas Felipe Bastos sentenciou o jogo com uma bomba letal. E até deu para Mantorras revelar a habitual eficácia.

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