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Boavista desconhece chumbo do programa de revitalização da SAD

Boavista desconhece chumbo do programa de revitalização da SAD

O Boavista disse este sábado desconhecer "qualquer decisão" de que o Processo Especial de Revitalização (PER) da SAD tenha sido chumbado pelo Tribunal da Relação do Porto, devido ao recurso de um grupo credores junto de um tribunal inferior.

"A Boavista SAD não foi notificada de qualquer decisão, alegadamente, proferida pelo Tribunal da Relação quanto a esta matéria", afirma a instituição através de um comunicado, em reação à notícia do diário desportivo 'O Jogo' de que a Relação chumbara o PER 'axadrezado' aprovado em novembro por "84%" dos credores.

A SAD refere que, "mesmo que o Tribunal da Relação venha a dar razão aos credores recorrentes, uma minoria face aos que aprovaram o plano, existe a possibilidade de recurso para o Supremo Tribunal de Justiça", algo que a mesma notícia diz já não ser possível.

Entretanto contatada pela agência Lusa, fonte da SAD do Boavista reafirmou não ter conhecimento desta eventual decisão, reiterando que, mesmo existindo, será "sempre possível recorrer para um tribunal superior".

"A Boavista SAD está a cumprir escrupulosamente com os credores nos termos do PER aprovado e que se encontra em vigência", refere ainda o comunicado, exprimindo estranheza pelo facto de a notícia surgir "na véspera de um jogo tão importante", com o Nacional, para a 29.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

O Boavista, 14.º classificado com 29 pontos, e o Nacional, 16.º com 27, defrontam-se no domingo, às 17:30, no Estádio do Bessa, no Porto.

O PER da SAD do Boavista foi aprovado em novembro de 2018 e substituiu o Sistema de Recuperação de Empresas por Via Extrajudicial (SIREVE), a que os 'axadrezados' aderiram em 2014 para regularizar as suas dívidas a vários credores.

Alguns desses credores, porém, opuseram-se ao SIREVE e o Boavista requereu a transformação daquele num PER, convicto de que protege melhor os seus interesses.

Os credores minoritários não se ficaram, continuaram a sua batalha contra o Boavista e perderam na primeira instância judicial, tendo recorrido para o Tribunal da Relação.