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Champions chega com sofrimento

Champions chega com sofrimento

Leões tiveram que se aplicar até ao último minuto para vencerum adversário com muito coração. Inevitável Liedson marcou dois golos.

 

O Sporting garantiu, ontem, a presença na pré-eliminatória da Liga dos Campeões com um triunfo ante o V. Setúbal, graças a dois golos do inevitável Liedson. Mas foi muito complicada a vida leonina ante um Vitória aguerrido.

Fraco de qualidade, o jogo que se viu, ontem, em Alvalade. Entre um Sporting que havia ganho maior motivação com o empate do Benfica o que, em caso de vitória, lhe garantiria a Champions e um Vitória de Setúbal que necessita de pontos como de pão para a boca para garantir a permanência, as duas equipas encararam o jogo como se esperava.

Com a novidade Romagnoli no onze inicial, ficando Adrien no banco, o Sporting entrou como lhe competia: a atacar a baliza contrária. No pólo oposto, Carlos Cardoso montou uma equipa de contra-ataque, apostando em três centrais e em médios rápidos para desenvolver jogo pelas alas, sobretudo a direita, onde Caneira defende e mostra a sua lentidão.

Com este cenário, o que se viu foi a dificuldade inicial dos leões em pegarem no jogo e fazê-lo chegar perto da área. Os sadinos protegiam bem os espaços e davam pouco tempo quer a Veloso, quer a Moutinho para pensar a estratégia, já que Romagnoli e Pereirinha pouco mais faziam do que olhar para o jogo e vê-lo passar. As duas primeiras oportunidades até pertenceram aos sadinos, com Patrício a ter de se aplicar, mas os leões tinham bola e foi numa das poucas boas jogadas dos primeiros 45 minutos que Derlei lançou Caneira na esquerda de onde saiu o centro que foi parar a Liedson. O levezinho aproveitou o deslize da defesa e do guarda-redes para inaugurar o marcador.

O ascendente rendeu mais duas oportunidades aos leões, mas Kieszek mostrou nível. O Setúbal não abanou, manteve a postura e foi dessa atitude que aproveitou uma subida de Caneira para recuperar a bola e permitir que Leandro Lima atacasse pelo flanco desguarnecido, descobrisse Bruno Gama para o empate.

Ao intervalo, o resultado servia melhor ao Setúbal do que ao Sporting e os leões aumentaram o ritmo, pressionando mais e trocando a bola ao primeiro toque. O jogo melhorou, ganhou emotividade e Kieszek passava a ser a figura principal, defendendo quase tudo. Ronny foi a primeira arma lançada por Carlos Pereira - com instruções dadas por Paulo bento ao intervalo - ganhando os leões poder de fogo em livres e maior acutilância e rapidez na ala.

Faltava frieza na hora de rematar e a solução foi apelar a Hélder Postiga para o lugar do inexistente Romagnoli e depois Yannick. Aberta a frente de ataque, o Sporting acelerou e empurrou o Vitória. Mas, pelo ar, a defesa sadina tomou conta de quase tudo, com destaque para Zoro e Kieszek. E só no final, já nos descontos, apareceu o inevitável Liedson para marcar o segundo e garantir a Champions.

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