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Djokovic na final do Open da Austrália, depois de "maratona" com Murray

Djokovic na final do Open da Austrália, depois de "maratona" com Murray

O número um mundial, o tenista sérvio Novak Djokovic, qualificou-se hoje para a final do Open da Austrália, depois de derrotar o britânico Andy Murray, num longo e épico encontro de quatro horas e cinquenta minutos.

Frente ao número quatro do Mundo, Djokovic, detentor do troféu, esteve a perder por 2-1 em "sets", mas acabou por dar a volta ao encontro, vencendo por 6-3, 3-6, 6-7 (4-7), 6-1, 7-5.

No derradeiro parcial, o sérvio esteve a servir com 5-2 no marcador, mas acabou por permitir a recuperação a Murray, que ainda procura o primeiro torneio do "Grand Slam" e que não conseguiu atingir pela terceira vez consecutiva a final em Melbourne.

"Andy [Murray] merece o crédito de ter recuperado do 2-5. Ele lutou e lutou. Não há muitas palavras que possam descrever o sentimento neste encontro", referiu Djokovic.

O sérvio considerou que este foi um "jogo físico", mas que foi "um dos melhores" encontros que já jogou, por ter sido "mental e emocionalmente difícil".

Djokovic procura o terceiro torneio do "Grand Slam" consecutivo, depois de em 2011 ter vencido Wimbledon e o Open dos Estados Unidos, numa temporada de 2011 em que apenas falhou a conquista de Roland Garros.

Na final, Djokovic vai reencontrar Rafael Nadal, número dois mundial, com quem jogou as finais de Londres e de Flushing Meadows, sendo o espanhol o último obstáculo para "Nole" se poder tornar no quinto homem a conquistar três "majors" consecutivos na "Era Open".

O espanhol derrotou na quinta-feira o suíço Roger Federer e reencontra o sérvio, a quem ganhou em 16 dos anteriores 29 encontros, embora Djokovic tenha ganho os últimos seis.

Antes do confronto entre Djokovic e Murray, as russas Svetlana Kuznetsova e Vera Zvonareva tinham vencido a final de pares femininos, ao derrotarem as italianas Roberta Vinci e Sara Errani, por 5-7, 6-4, 6-3.