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Djokovic vence Nadal e soma sétimo título no Open da Austrália

Djokovic vence Nadal e soma sétimo título no Open da Austrália

O sérvio Novak Djokovic passou a ser o tenista com mais títulos no Open da Austrália, primeiro Grand Slam do ano, ao somar o sétimo perante o espanhol Rafael Nadal, na final da edição de 2019.

Num jogo que dominou completamente, o líder do "ranking" mundial, invicto em finais em Melbourne Park, bateu o segundo da hierarquia por 6-3, 6-2 e 6-3, em duas horas e quatro minutos, repetindo os títulos de 2008, 2011, 2012, 2013, 2015 e 2016.

Djokovic passou a ter mais um título no Open da Austrália do que o anfitrião Roy Emerson e o suíço Roger Federer e isolou-se no terceiro lugar do "ranking" de triunfos em torneios de Grand Slam, com 15, contra 20 de Federer e 17 de Nadal.

Perante um Nadal muito longe do seu melhor nível, que deu sempre a sensação de não ser capaz sequer de incomodar, o líder do "ranking" mundial quase não cometeu erros e, quando isso aconteceu, teve sempre uma reação à altura.

Djokovic, que em 2012 tinha necessitado de cinco "sets" para bater o espanhol na final, só teve de enfrentar um ponto de "break", no sexto jogo do terceiro "set", numa altura em que já estava mais do que "embalado" para o triunfo.

O sérvio acabou por ter uma final parecida com a de 2011, ano em que "varreu" por 6-4, 6-2 e 6-3 o britânico Andy Murray, que lhe deu bem mais luta nas finais de 2013, 2015 e 2016. Na primeira, em 2008, bateu o francês Jo-Wilfried Tsonga.

Além dos sete títulos na Austrália, Djokovic conta um em Roland Garros, quatro em Wimbledon e três no Open dos Estados Unidos, para um total de 15 no Grand Slam, que o deixam isolado no terceiro posto, um à frente do norte-americano Pete Sampras.

À sua frente, o sérvio, de 31 anos, já só tem o suíço Roger Federer, que conta 20, e o seu adversário de hoje, Rafael Nadal, vencedor de 17, um deles na Austrália, onde triunfou em 2009 e também já tinha perdido as finais de 2012, 2014 e 2017.

O espanhol ganhou a grande maioria dos seus troféus nos internacionais de França, onde, em 2019, Djokovic vai chegar com a possibilidade de somar o quarto Grand Slam consecutivo, pois fechou 2018 com os triunfos em Wimbledon e no US Open.

"Tive de passar por uma cirurgia há 12 meses e estar hoje aqui, depois de vencer consecutivamente três torneios do Grand Slam é extraordinário. Estou sem palavras", disse o sérvio, na cerimónia de entrega dos prémios, ainda no "court".

"Vou continuar a lutar para voltar e ter novas oportunidades. Ganhei uma vez aqui, mas não mais o conseguiu, ou pelas lesões, ou pelos adversários, como hoje. Muitos parabéns ao Djokovic, que fez uma exibição extraordinária", reconheceu Nadal.