Descida de árbitro

Francisco J. Marques explica investigação a diretor-geral do F. C. Porto

Francisco J. Marques explica investigação a diretor-geral do F. C. Porto

No programa "Universo Porto da Bancada" no Porto Canal, Francisco J. Marques abordou a investigação do Ministério Público a Luís Gonçalves, diretor-geral do F. C. Porto.

"As investigações devem ser todas levadas até ao fim e o F. C. Porto e o Luís Gonçalves nada têm a esconder. Todos nos lembramos do jogo de Braga, quando o engenheiro Luís Gonçalves se excedeu e teve aquela frase que foi motivo para cumprir 30 dias de suspensão. Disse ao árbitro que, com aquele comportamento, teria uma carreira curta. O árbitro Tiago Antunes foi despromovido no final da época. Alguém apresentou uma queixa e o Ministério Público achou melhor averiguar. É importante averiguar se Luís Gonçalves teve influência na despromoção do árbitro. Ele não fez nada disso. O árbitro Tiago Antunes fez 24 jogos antes desse, e depois fez apenas três. Só quem não seguisse as arbitragens de Tiago Antunes é que pode ter estranhado a despromoção dele. Era um dos árbitros mais fracos e chegou à primeira categoria porque é um dos afilhados do Ferreira Nunes", começou por afirmar o diretor de comunicação dos dragões.

Francisco J. Marques referiu, ainda, o caso do antigo árbitro Marco Ferreira, também despromovido, remetendo para uma alegada troca de emails entre Luís Filipe Vieira, presidente dos encarnados, e Paulo Gonçalves.

"Qual é o caso de um árbitro que foi despromovido e se queixou de interferências externas? Foi o do árbitro Marco Ferreira. Foi um árbitro que não chegou à primeira categoria por alguma ajuda divina vinda de Coimbra. Foi despromovido e ele próprio queixou-se da interferência do Benfica e nunca houve qualquer investigação. Há o célebre caso do Vieira dizer ao Paulo Gonçalves que tinha de dar cabo da nota ao Rui Costa, o que resultou na maior descida de sempre de uma nota. Uma manifestação de poder, para ver quem é que de facto mandava. O F. C. Porto e o Luís Gonçalves estão completamente à vontade, para que não fiquem dúvidas. Não vão encontrar nada", concluiu.