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F. C. Porto ganha adeptos pelo mérito

F. C. Porto ganha adeptos pelo mérito

Estudo revela que Sporting e Benfica se valem das relações familiares para ganhar fãs, o que é insuficiente, face "ao crescimento evidente" dos portistas.

O F. C. Porto é o clube de futebol que mais adeptos conquista pela meritocracia, enquanto Sporting e Benfica garantem apoiantes pela área geográfica ou influência familiar, segundo Carlos Liz, autor do estudo "O Futebol, as marcas e os adeptos".

Na conferência Sports Marketing 09, organizada no Porto pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), Liz defendeu que os "azuis-e-brancos" têm crescido de forma evidente no número de adeptos por causa da mentalidade vencedora instaurada.

"No nosso estudo, as pessoas mais velhas, para cima dos 40 e tal anos, são do Benfica e Sporting, mas quando se desce na idade, particularmente para as crianças, verifica-se um aumento de adeptos do F. C. Porto. Não há o critério de família ou região, mas da meritocracia. E o FC Porto tem sido mais ganhador, logo, os mais jovens, vão para o que consideram melhor", disse.

O director-geral da Área de Planeamento e Estudos de Mercado (APEME) concluiu que, há anos atrás, os adeptos escolhiam os clubes porque os pais assim o exigiam ou desejavam e afirmou também que, a criação de um novo modelo familiar também terá alterado as possibilidades de escolha.

"O FC Porto é escolhido pelo mérito. Por isso, os outros clubes (Benfica e Sporting) têm de fazer pela vida para continuarem a merecer a atenção dos adeptos. Estamos perante um novo modelo de escolha", explicou.

Carlos Liz aludiu também, no estudo, a outra inversão no fenómeno do futebol: de acordo com o especialista em marketing, cada vez mais as pessoas se agrupam pela amizade para assistirem a espectáculos desportivos.

"É particularmente interessante verificar que se vai ao futebol em grupo e, cada vez mais, com a inclusão de elementos do género feminino. Há uma grande renovação de mentalidades", afirmou.

O especialista também considerou que "alguns dos aspectos mais polémicos do futebol não contaminam as marcas, porque estas são poderosas".

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