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F. C. Porto teve cabeça para vencer Setúbal e cimentar liderança

F. C. Porto teve cabeça para vencer Setúbal e cimentar liderança

O campeão F. C. Porto regressou, este sábado, aos triunfos na I Liga de futebol, ao impor-se na receção ao Vitória de Setúbal por 2-0, em jogo para a 22.ª jornada, consolidando a liderança da prova e pressionando os adversários diretos.

Herrera e Soares, ambos de cabeça, aos 15 e 65 minutos, marcaram os golos que fizeram a diferença no marcador e devolveram justamente os campeões nacionais às vitórias, após um raro jejum que durava desde a receção ao Belenenses (triunfo por 3-0), em 30 de janeiro, num jogo em que os sadinos terminaram com 10 jogadores, por expulsão de Éber Bessa, aos 53.

Com o triunfo sobre o Setúbal, o 60.º em 71 confrontos entre os dois emblemas na Invicta para o campeonato, o F. C. Porto reforçou o primeiro lugar, com 54 pontos, mais quatro do que o Benfica, segundo, que só joga na segunda-feira, no estádio do Desportivo das Aves, e cinco relativamente ao Sporting de Braga, terceiro, que visita no domingo o Sporting, quarto colocado, a 12 pontos dos "dragões".

O Vitória de Setúbal, por sua vez, aumentou para 11 o número de jogos consecutivos sem vencer, mantendo-se com 22 pontos, e tem o atual 13.º lugar ameaçado, correndo até o risco de terminar a jornada em zona de descida.

O F. C. Porto apresentou-se em campo com Corona, Wilson Manafá e Adrián López, estes últimos em estreia a titular no campeonato, em substituição de Pepe, Fernando Andrade e Brahimi, a mais recente baixa num setor atacante, que já não conta também por lesão com Aboubakar e Marega.

Mesmo privado deste trio, responsável por cerca de 60% dos golos da equipa na época passada, o F. C. Porto assumiu desde o apito inicial a iniciativa e instalou-se no meio campo adversário, mas acabou por esbarrar inicialmente num "colete de forças".

O aparentemente arrojado "4-3-3" sadino tinha nos extremos uma missão de vigilância nos corredores, funcionando muitas das vezes como segundos laterais, enquanto três elementos fechavam o espaço central, deixando na frente o desamparado Cádiz.

A ideia seria fechar todos os espaços e retardar ao máximo o golo portista, mas a coesão defensiva não ajudou, bastando uma desatenção na direita de Cascardo, uma das quatro novidades na equipa inicial, para derrubar esta aposta num "jogo quase perfeito" de Sandro para tentar roubar pontos no Dragão.

Sem grandes pressas, revelando, acima de tudo, paciência, o F. C. Porto chegou ao golo aos 15 minutos, num lance em que Corona ganhou a Cascardo na esquerda e serviu Adrián. O remate do espanhol encontrou as pernas de um defesa, mas a bola ressaltou para Herrera, que, de cabeça, bateu Cristiano.

O mais difícil estava feito e os "dragões", além disso, tinham descoberto a brecha na defesa contrária, ensaiando em seguida várias jogadas pelo corredor esquerdo, mas Otávio e Soares não mostraram pontaria afinada.

Sempre "curto" no terreno, o Setúbal não incomodava no ataque, limitado na primeira parte a um lance de bola parada, na sequência do qual os sadinos pediram falta de Herrera sobre Vasco Fernandes na área do F. C. Porto.

O jogo estava incaracterístico, mas a saída por lesão de Danilo, aos 30 minutos, teve o condão de despertar os portistas, que, acelerando ligeiramente, podiam ter voltado a marcar aos 37 e 38 minutos, por Soares e Adrián, com o espanhol, de cabeça, a obrigar Cristiano à defesa da noite.

A esperada reação sadina no segundo tempo "morreu" na expulsão de Éber Bessa, por acumulação de amarelos, aos 53 minutos, abrindo caminho a uma exibição "q.b." do F. C. Porto, que voltaria a festejar aos 65 minutos, por Soares, também de cabeça, na sequência de um cruzamento teleguiado de Alex Telles, tendo ameaçado mais um par de vezes aumentar a vantagem.

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