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Fernando Gomes reeleito para o Comité Executivo da UEFA

Fernando Gomes reeleito para o Comité Executivo da UEFA

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, foi reeleito para um mandato de quatro anos no Comité Executivo da UEFA, que integra desde 2013, tornando-se o dirigente português com maior longevidade no organismo.

O vice-presidente da UEFA recebeu 45 votos, entre 53 válidos, no 43.º congresso da UEFA, que decorre em Roma, sendo reeleito ao lado do húngaro Sándor Csányi e do croata Davor Suker, tendo-se registado ainda as entradas do espanhol Luis Rubiales, do dinamarquês Jesper Moller Christensen, do albanês Armand Duka, do cazaque Kairat Boranbayev, do ucraniano Andrii Pavelko. A francesa Florence Hardouin foi eleita por quota obrigatória reservada a mulheres.

Fernando Gomes, que foi cooptado para o Comité Executivo em 2013 e eleito dois anos depois, é o quarto português no órgão de cúpula da UEFA e será, no final do mandato, o que mais tempo terá permanecido no cargo, que também já foi ocupado por Cazal-Ribeiro (1968), Silva Resende (1984) e Gilberto Madaíl (2007).

No 43.º congresso ordinário do organismo de cúpula do futebol europeu, o líder da FPF desde 2011 foi ainda eleito, por aclamação, como membro ordinário do Conselho da FIFA, que já integrava desde 2017, ao lado do cipriota Giorgios Koumas, os únicos candidatos às duas vagas para um mandato de dois anos, até 2021.

Quando passou a integrar aquele órgão da FIFA, tornou-se o primeiro dirigente português no organismo que regula o futebol mundial, num percurso como dirigente que, na FPF, conta com um Campeonato da Europa, conquistado em 2016, em França, além de Europeus de sub-17 (2016), sub-19 (2018), futsal (2018) e um Mundial de futebol de praia (2015).

Em outras eleições, o inglês Greg Clarke bateu o irlandês David Martin pela eleição de um vice-presidente da FIFA proveniente das quatro federações britânicas de futebol, ocupando o lugar de David Gill, que sai da FIFA, mas mantém-se no Comité Executivo da UEFA, enquanto Csányi foi reconduzido como 'vice' numa eleição separada, em que era o único candidato.

Antes, o esloveno Aleksander Ceferin foi reeleito por aclamação para um novo mandato de quatro anos como presidente da UEFA, cargo que ocupa desde 2016, quando substituiu o francês Michel Platini, banido pelo Comité de Ética da FIFA, ao qual se apresentou como candidato único.