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"Inevitável" Bruno Fernandes coloca Sporting na final da Taça

"Inevitável" Bruno Fernandes coloca Sporting na final da Taça

Bruno Fernandes deu ao Sporting a qualificação para a final da Taça de Portugal, ao apontar o tento da reviravolta na meia-final com o Benfica (1-0) e capitalizando o que tinha iniciado na Luz.

Em Alvalade, o internacional português, que voltou a demonstrar que Portugal começa a ser demasiado pequeno para o seu talento, levou, mais uma vez, a sua equipa às "costas" e, depois de, na primeira mão, ter marcado o golo que manteve o Sporting "vivo" na eliminatória (2-1), fez mais uma "obra prima", aos 75 minutos, somando o 26.º tento da conta pessoal desta temporada.

Os "verdes e brancos" apuraram-se, assim, para a 29.ª final da Taça de Portugal da sua história, na qual vão defrontar o F. C. Porto, exatamente a equipa que tinham deixado para trás na meia-final da época transata.

A suspensão de Ristovski abriu caminho para a entrada de Bruno Gaspar no onze do Sporting, naquela que foi, de resto, a única alteração promovida por Marcel Keizer relativamente à equipa que tinha defrontado o Desportivo de Chaves.

Em contraste, o Benfica surgiu em Alvalade com quatro alterações, com Bruno Lage a lançar Svilar, Fejsa e Seferovic, e a fazer regressar Jardel ao centro da defesa, ele que não atuava precisamente desde o encontro da primeira mão, quando se lesionou.

Tal como tinha acontecido nessa partida, na Luz, Bruno Lage foi novamente obrigado a mexer no primeiro tempo, desta vez devido à lesão de Gabriel, que saiu com muitas queixas e teve de ser substituído por Gedson Fernandes, à passagem do quarto de hora.

Nesta altura, o Sporting já tinha feito mira à baliza de Svilar em três ocasiões, todas pelo trio de médios, Gudelj, Bruno Fernandes e Wendel, mas nenhum deles com a direção desejada.

Ao contrário dos dois dérbis anteriores, o Sporting surgiu muito mais agressivo na procura da bola - às vezes até de forma exagerada - procurando condicionar o jogo posicional dos encarnados, particularmente dos médios.

A estratégia ia dando resultados, obrigando o Benfica a optar muitas vezes pelo pontapé longo na procura de Seferovic, enquanto João Félix e Pizzi, sobretudo, estavam afastados do jogo e viam mais vezes a bola a sobrevoá-los do que a recebiam no pé.

Rafa ia sendo o elemento mais ativo entre os benfiquistas, só que, à semelhança de tantas outras ocasiões, continua a concluir mal os lances, depois de ele próprio os conseguir criar, muitas vezes sozinho. Contudo, o perigo saiu dos pés de Seferovic - em excelente posição para fazer melhor - e de Fejsa, já perto do intervalo.

O avançado suíço voltaria a estar em evidência pela negativa logo no arranque do segundo tempo, quando tinha tudo para inaugurar o marcador, depois de um passe "magistral" de Pizzi. Nem dois minutos volvidos, Bruno Fernandes tentou reproduzir o livre que tinha marcado na Luz, só que, desta feita, a barra impediu nova cobrança exímia do internacional português.

Em vantagem na eliminatória, o Benfica ia controlando e gerindo o que tinha construído na primeira mão, mas tem de se queixar da própria ineficácia, como sucedeu num lance em que o recém-entrado Jonas falhou soberana situação.

Com o passar dos minutos, Keizer fez o que tinha de fazer, arriscando com a entrada de Diaby para o lugar de Borja, passando a jogar declaradamente com três centrais (Ilori tinha entrado minutos antes) e o golo acabou por aparecer, em grande parte devido a erros de Rafa e Grimaldo em zona absolutamente proibida.

Ora, quem tem Bruno Fernandes não tem tudo, mas anda lá bem perto, e o médio não se fez rogado perante as facilidades que lhe foram proporcionadas, assinando mais um grande golo de leão ao peito, tornando impossível a missão de Svilar.

Contudo, Acuña esteve perto de estragar o que o companheiro alcançou, escapando, de forma inacreditável, à expulsão, depois de fazer frente ao árbitro auxiliar e protestar veementemente durante largos segundos, que lhe valei apenas cartão amarelo.

Já com o coração mais do que com a cabeça - até porque as pernas já não obedeciam - o Benfica ainda tentou anular os estragos, só que a falta de pontaria e de critério na finalização impediram qualquer tipo de resposta e deixaram o Sporting com via aberta para o Jamor.