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Jesualdo espera equipa inglesa nos "quartos" da Champions

Jesualdo espera equipa inglesa nos "quartos" da Champions

O treinador do F.C. Porto, Jesualdo Ferreira, afirmou que espera defrontar uma equipa inglesa nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, cujo sorteio se realiza na próxima sexta-feira, em Nyon, na Suíça.

"É seguramente uma equipa inglesa que vai calhar ao F.C. Porto", afirmou o treinador, que classificou esta certeza de "matemática", face às quatro formações desse país ainda em prova (Manchester United, Chelsea, Liverpool e Arsenal).

O técnico, que tem sempre defrontado equipas inglesas nas três épocas que já leva à frente do F.C. Porto, admitiu que não tem sido feliz nesses confrontos - apenas uma vitória em oito jogos, na presente época, com o Arsenal (2-0) -, mas observou que "há sempre um dia em que as coisas mudam".

"Não é muito fácil vergaram-me. Tenho convicções, sei do que somos capazes. Pode ser este ano, nunca se sabe", afirmou, em conferência de imprensa de antevisão da partida de domingo com a Naval 1º de Maio, da 22ª jornada da Liga de futebol.

Depois do nulo com o Atlético de Madrid, na quarta-feira, que valeu aos "dragões" o apuramento para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, o técnico rejeitou a ideia de que o plantel esteja a viver qualquer tipo de euforia.

"O sabor de uma vitória no F.C. Porto é o tempo de mascar uma chiclete, mas convida a mascar outra, é o hábito", observou.

Jesualdo Ferreira rejeitou ainda classificar a possível conquista da Liga dos Campeões como um "sonho": "trata-se de uma obrigação profissional. Mas é um gozo grande entrar neste tipo de competições com os chamados 'grandes' da Europa e poder discutir com eles os jogos".

O treinador comparou ainda a actual equipa com aquela que conquistou a prova, em 2003/04, com José Mourinho no comando técnico: "a única semelhança é que o F.C. Porto também estava em primeiro na Liga portuguesa, na Liga dos Campeões e na meia-final da Taça de Portugal".

"O treinador não é o mesmo, os jogadores não são os mesmos, há tanta coisa que mudou. O que posso dizer é que há a mesma vontade que existia na altura de fazer o melhor possível nas três provas. E o melhor possível no F.C. Porto é ganhar", declarou.

O técnico considerou ainda o actual plantel "muito mais potente" do que o da época passada, mas sujeito a "passar por mais agruras": "o grande trabalho foi juntar argentinos, romenos, franceses e fazer uma equipa, porque o Porto é uma equipa e enquanto tal vai ter de ser mais forte do que os outros", sublinhou.