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Leixões queixa-se de calote do Maiorca

Leixões queixa-se de calote do Maiorca

SAD participa caso à FIFA e exige 100 mil euros em falta pela transferência de Bruno China, em 2009.

O Leixões apresentou queixa à FIFA contra o Maiorca. Exige 100 mil euros pela transferência de Bruno China, em 2009, e pede a suspensão imediata do clube espanhol das provas profissionais enquanto a dívida não for saldada. O ex-futebolista - abandonou a carreira aos 36 anos, no final da última época e, entretanto, entrou para a equipa técnica do clube de Matosinhos - também saiu do emblema das Baleares, em 2010, com salários em atraso, mas o próprio disse ao JN que o clube espanhol, hoje na segunda liga, lhe pagou tudo, como estabelecido num acordo de credores.

Em 2010, o Maiorca devia 993 mil euros a dois jogadores portugueses: 555 mil a Nunes e 159 mil a Bruno China. Nesse ano, o clube solicitou proteção judicial através de um concurso voluntário de credores, entre os quais também estavam a banca, o fisco, a segurança social, empresários e outros clubes. A dívida total ascendia a 56 milhões de euros. Em dezembro de 2011, o processo gerou um acordo de credores, que estabeleceu o perdão de metade das dívidas e o pagamento do restante em cinco prestações anuais, de 2012 a 2016.

No ato da transferência de China, no verão de 2009, o Leixões cobrou 200 mil euros e ficou de receber em prestações a outra metade do custo do trespasse, fixado em 400 mil euros. Entretanto, com o processo judicial, a dívida foi abatida 50% e a SAD ficou credora de 100 mil euros. O Maiorca obrigou-se a pagar em cinco vezes, em prestações anuais de 20 mil euros, mas não abateu qualquer letra.

Em comunicado, o Leixões diz que já deu "conhecimento do caso às instâncias internacionais" em março último, mas que "a FIFA e a Federação espanhola têm feito ouvidos moucos". Por tal motivo, a SAD ameaça agir judicialmente contra a própria FIFA se o assunto não for "resolvido rapidamente".

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