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Novo chumbo de Quique

Novo chumbo de Quique

Um ano depois, Benfica volta a perder em casa com a Académica, vê lenços brancos e hipoteca de vez o título.

O Benfica voltou a perder com a Académica, na Luz, e hipotecou definitivamente as ambições de chegar ao título, além de complicar o acesso à "Champions". Adeptos despediram a equipa e o técnico com lenços brancos.

As consequências reais do desaire frente à Académica só talvez sejam conhecidas brevemente, principalmente no que diz respeito ao futuro de Quique Flores, fortemente contestado nos últimos dias, apesar do apoio institucional da SAD. É um facto que o treinador até não terá sido o principal responsável pelo insucesso de ontem, numa exibição em que foi claramente superior ao adversário e desperdiçou uma mão-cheia de oportunidades. Todavia, o resultado empurra o Benfica para um final de época decepcionante. E o técnico é o elo mais fraco.

Sem responsabilidade nos problema alheios, a Académica alcançou o primeiro triunfo fora de portas esta época e repetiu a história recente de vencer na Luz. Coincidência, precisamente um ano depois, a 11 de Abril.

Mesmo sem imprimir um evidente dinamismo às acções, o onze benfiquista entrou apostado em controlar as acções do oponente e centrar a discussão no seu meio-campo. A equipa denotou uma preocupação evidente de jogar de forma segura, privilegiar o passe curto e temporizar as acções ofensivas. O princípio era correcto, só que a formação sentiu dificuldades em aplicar a filosofia na vertente prática. Sem um bloco defensivo muito cerrado, o onze de Coimbra conseguiu dificultar progressão na zona central.

Apesar da oposição conimbricense, as águias conseguiram idealizar movimentações interessantes, só que pareciam não respirar tranquilidade suficiente nos momentos decisivos. David Luiz falhou um lance claro, dentro da pequena área, depois de uma combinação entre Cardozo e Reyes, que há muito não se via na Luz. A jogada ficou na retina dos espectadores, mas seria a Académica a conquistar a vantagem na sequência de um canto. Um benefício algo injusto, mas que acentuava a dificuldade encarnada e colocava a águia perante um trauma que esta época ainda não ultrapassara: triunfar na Liga depois de sofrer primeiro.

Apesar da contrariedade, o onze benfiquista não se desuniu e criou duas evidentes chances de mudar o panorama até ao intervalo. Só que Cardozo fez brilhar Peskovic e Aimar acertou na trave. O desacerto na finalização funcionaria como um prenúncio do filme da etapa complementar.

O Benfica aumentou o ritmo e intensidade do seu jogo. Encostou o adversário à área, mas manteve-se perdulário e claramente intranquilo no momento de visar a baliza de Peskovic.

O trabalho de Marco Ferreira ficou manchado por assinalar uma falta inexistente de Nuno Gomes sobre Peskovic. Na sequência do lance, Aimar introduziu a bola na baliza da Académica.

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