Futebol

O castigo do Chelsea para adeptos racistas: um bilhete para Auschwitz

O castigo do Chelsea para adeptos racistas: um bilhete para Auschwitz

Em vez de os expulsar do estádio, o Chelsea, de Inglaterra, vai passar a enviar os adeptos racistas numa viagem para Auschwitz. É uma iniciativa de combate ao antissemitismo do proprietário do clube londrino, Roman Abramovich, que é judeu.

Os "blues" vão passar a dar a esses adeptos duas opções: ou uma viagem educacional até Auschwitz - rede de campos de concentração nazi durante a Segunda Guerra Mundial - ou a perda dos bilhetes de época.

"Se simplesmente expulsarmos as pessoas, nunca vamos mudar o seu comportamento. Esta política dá-lhes a oportunidade de perceber o que fizeram e que decidam comportar-se melhor. No passado, expulsávamo-los do estádio e eram banidos até três anos", disse o CEO do clube, Bruce Buck, em declarações ao jornal britânico "The Sun".

"É difícil agir quando um grupo de 50 ou 100 pessoas está a cantar. É praticamente impossível controlar ou tentar arrastá-los para fora do estádio", acrescentou Buck.

Em setembro de 2017, depois de um jogo com o Leicester, o Chelsea expulsou vários dos próprios adeptos por cantos antissemitas que visavam os rivais do Tottenham, clube com muitos fãs judeus.

Uma delegação do Chelsea participou na anual "Marcha dos Vivos" em Auschwitz, em abril deste ano. Em junho, 150 adeptos e funcionários do clube fizeram uma viagem oficial ao campo de concentração nazi na Polónia.

Croácia e Inglaterra jogam à porta fechada devido a suástica

O jogo desta sexta-feira entre as seleções da Croácia e Inglaterra, para a Liga das Nações, vai decorrer à porta fechada devido a um castigo da UEFA aplicado aos croatas. Tudo por causa de uma suástica desenhada no relvado antes de um jogo contra a Itália em junho de 2015, a contar para a qualificação para o Euro 2016.