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O falso pobre que está sempre e investir

O falso pobre que está sempre e investir

Pelo segundo ano consecutivo, o Atlético Madrid prepara-se para bater o recorde a pagar por um jogador. Depois de Thomas Lemar, é João Félix quem está prestes a rebentar com a escala e, com isso, confirmar a tendência que faz tremer o mito do "coitadinho" que dá luta na Europa e aos dois gigantes do futebol espanhol com armas desiguais.

Desde 2012, os "colchoneros" investiram mais de 780 milhões de euros no plantel, sendo que 330 milhões dessa quantia correspondem aos últimos dois mercados de verão, curiosamente os primeiros desde que Idan Ofer, também com (muito) poder no Famalicão, se tornou o segundo maior acionista do clube.

Agora é poderoso, mas não foi assim há tanto tempo que o vice-campeão espanhol bateu no fundo. Em 2000, desceu à segunda divisão; regressou à elite dois anos depois, mas foi só na segunda década do milénio que começou a galvanizar-se. Diego Simeone, que chegou com a época 2011/12 a decorrer, é o rosto e causa maior de tal ressurgimento, mas a evolução "colchonera" também se faz à custa de milhões. Muitos milhões.