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"O meu avô foi o grande Zé do Boné"

"O meu avô foi o grande Zé do Boné"

Lá onde quer que esteja, Mestre Pedroto é um avô babado, ainda mais vendo um neto de nove anos equipado com a camisola da equipa de sub-10 de basquetebol do F. C. Porto, no que será a transmissão genética de uma paixão.

O descendente também se orgulha da ascendência e, olha! olha!, já se lhe nota a herança daquela agudeza de espírito tão singular: "O meu avô foi o grande Zé do Boné", apresenta-se Pedro Pedroto.

Pedro nasceu a 2 de Maio de 2000. O avô paterno, José Maria, falecera havia já 15 anos. O desencontro frustrou a vivência intergeracional, mas o avô esteve sempre presente no crescimento do neto. As memórias de Zé do Boné preenchem o universo familiar dos Pedroto e foi desde muito cedo que Pedro despertou a curiosidade para a figura patriarcal do avô José Maria.

"O meu avô foi o grande Zé do Boné. Foi um grande jogador de futebol e um grande treinador, do F. C. Porto e de outros clubes. Foi um dos melhores treinadores do Mundo, que ganhou muitos títulos", afirma o pequeno basquetebolista do F. C. Porto, que conhece o ascendente das fotografias e dos acervos que a família guarda religiosamente. Na casa da avó, o espólio da carreia de José Maria Pedroto, os recortes dos jornais, as fotografias e toda aquela iconografia sempre despertaram o interesse do pequeno Pedro.

"Ele é muito curioso e esse é um dos traços de personalidade que herdou do avô. Desde muito cedo que quis saber quem foi o avô. A família sempre lhe alimentou a curiosidade, mas o que mais gostamos de lembrar, além do grande campeão que foi o meu pai, é o homem exemplar e de valores pelos quais educamos o meu filho", diz o pai de Pedro, Rui Pedroto.

O pequeno basquetebolista também já andou nas escolas de futebol do F. C. Porto, mas apercebeu-se que o desporto-rei não era jogo para ele. "No futebol havia muita gente. Depois, um amigo convidou-me para vir para a equipa de basquetebol. Foi uma opção e sinto-me bem", afirma Pedro, que ainda caminha na aprendizagem do jogo das tabelas.

"Não sou base, nem poste nem extremo. Não temos posições fixas e jogamos onde calha. O que sei é que sou melhor a desarmar e a driblar", retrata-se Pedro Pedroto, feliz com o simples facto de vestir a camisola dos dragões.

"Sou portista, como toda a família", diz o neto do Mestre.

"Nem podia ter outras cores. Foi instruído e educado para ser portista. Lá em casa toda a gente é do F. C. Porto", verifica o pai, sócio e praticante do Dragão.

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