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Onze títulos, controvésia e carisma, as marcas de Aleksander Donner

Onze títulos, controvésia e carisma, as marcas de Aleksander Donner

Onze vezes campeão português, em quatro clubes diferentes, e selecionador nacional entre 1996 e 2000, Aleksander Donner foi o mais bem-sucedido treinador do andebol português, honra que partilha com os "títulos" de mais controverso e carismático.

Falecido este sábado, aos 65 anos, o ucraniano, que já tinha nacionalidade portuguesa, não resistiu a um enfarte - há pouco tempo teve um AVC - e não deixou órfão apenas o Madeira SAD, equipa que orientava atualmente, mas todo o andebol nacional, que revolucionou por completo na década de 90.

Aleksander Borisovic Donner chegou a Portugal em 1991 para orientar o ABC de Braga, pelo qual conquistou oito campeonatos e cometeu a proeza inédita e, provavelmente, irrepetível para o andebol nacional de atingir a final da Liga dos Campeões, em 1993/1994, perdida por "pormenores" face ao Teka de Santander.

Oriundo da escola russa, Donner era de exigência extrema, competente, disciplinador e destacava-se por uma personalidade forte - o que lhe valeu diversos momentos tensos com outros agentes da modalidade -, chegando a Portugal com métodos e filosofia inovadores, com ambição singular.

Donner saiu do ABC e sagrou-se igualmente campeão no Benfica e no Madeira SAD, passando igualmente pelo andebol feminino, ao orientar o Gil Eanes, levando as algarvias a um título que, curiosamente, quebrou 11 anos de hegemonia do Madeira SAD.

A estes êxitos, há a somar sete Taças de Portugal, cinco Supertaças e uma Taça da Liga.

"Vou sair do país com a certeza de que fui o melhor treinador de todos os tempos em Portugal. Falam de Pokrajac e Obradovic, que são bons, sem dúvida, mas eu sou melhor", disse o técnico, quando interrompeu a carreira em Portugal e, sem convites, regressou temporariamente à Rússia.

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