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Passadeira azul para um novo tetra

Passadeira azul para um novo tetra

Vitória justa do F. C. Porto diante da Naval (2-0), cumprindo uma volta de campeonato sem derrotas. Exibição segura com nacos de bom futebol, mas o resultado podia ter sido mais volumoso. Mariano e Lucho facturaram.

Quando faltam oito jornadas para terminar a Liga, o F. C. Porto deu mais um passo para a conquista do tão desejado tetracampeonato. O dragão soube aproveitar a derrota do Benfica diante do Vitória de Guimarães e despachou a Naval, por 2-0, somando cinco pontos de vantagem sobre os rivais encarnados e mantendo os quatro sobre o Sporting, uma distância animadora numa altura crucial da época. Num quadro em que a vitória permitia uma liderança mais folgada, a equipa soube dar uma resposta condizente e conseguiu desforrar-se dos navalistas, o último adversário a roubar-lhe os três pontos na Liga.

A liderança mais destacada na Liga, adicionada à magnífica semana europeia, com a passagem aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, permitem a Jesualdo Ferreira somar mais um ponto favorável no tão badalado dossier da renovação contratual. Em quatro dias, depois do saboroso empate com o Atlético de Madrid, o dragão confirmou estar a viver um bom momento, como prova a vitória de ontem, com Mariano González a abrir o marcador à passagem da meia hora, com o pé esquerdo, na sequência de duas boas fintas à entrada da área.

Quase um mês depois, o F. C. Porto voltou a vencer em casa, mas podia ter alcançado um resultado bem mais generoso em função das várias oportunidades criadas, sobretudo na primeira parte. Há uma nítida falta de eficácia e umas boas pitadas de azar na hora de rematar à baliza, caso contrário os números seriam bem mais volumosos, o que era justo pelos nacos de bom futebol produzidos no relvado. Só Paulão, um dos melhores, salvou duas bolas quase em cima de golo e Lucho até podia ter festejado por duas vezes. Numa delas, Peiser faz uma magnífica defesa, na outra falhou um golo incrível depois de uma grande jogada de Rodríguez.

Mas El Comandante redimiu-se na segunda parte, ao marcar o segundo golo, colocando a bola muito devagarinho na baliza, na sequência de uma excelente assistência de Mariano González. No lugar do castigado Hulk, Mariano fez uma exibição ao nível daquela que tinha protagonizado diante do Leixões, dando sinais de consistência e revelando-se a melhor unidade em campo. Andrés Madrid também deu indicações muito interessantes e fez esquecer Fernando, o dono e senhor da posição mais recuada do meio-campo, mas o argentino ainda acusa a falta de ritmo e acabou por ser rendido.

A Naval só assustou no segundo tempo, quando Marcelinho falhou o empate e cabeceou ao lado, após um pontapé de canto. Ainda não foi ontem que a equipa da Figueira da Foz se estreou a marcar no Dragão, onde fez um jogo longe dos patamares aceitáveis, sentindo na pele o peso do golo inaugural do F. C. Porto e tendo sérias dificuldades para romper a teia defensiva contrária. Nem Ulisses Morais, que voltou ao banco após doença, descobriu a solução táctica ideal para estancar o poder ofensivo azul e branco. Se o resultado também não ganhou outros contornos, também é justo reconhecer que Peiser fez por isso e ainda negou um cabeceamento a Lisandro López, que viu o quinto amarelo e falha o próximo jogo.

Arbitragem muito contestada de Cosme Machado, ao não assinalar dois penáltis a favor do F. C. Porto.

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