Racismo

Patrícia Mamona acusa discoteca de a tratar "de maneira diferente" à entrada

Patrícia Mamona acusa discoteca de a tratar "de maneira diferente" à entrada

A campeã europeia do triplo salto, em 2016, Patrícia Mamona, acusa discoteca de Lisboa de lhe barrar a entrada, num caso mais de aparente racismo.

"Quando vês pessoal a entrar de chinelos e sem convite mas te tratam de maneira diferente porque tu e os teus black friends (amigos negros) bem vestidos não se enquadram ao perfil da LUX", escreveu Patrícia Mamona, no Instagram, terminando o texto com um "triste mas acontece! Enfim...."

A denúncia, publicada cerca das três horas da madrugada desta sexta-feira, gerou vários comentários, com a atleta a ser acusada de usar o "racismo" como uma desculpa. Patrícia Mamona não se coibiu de responder.

"Sou a primeira pessoa a dizer que há muito pessoal que tem a mania de usar a carta do racismo para tudo que acontece de mal... Mas quando começas a ver o pessoal a entrar...ui" A atleta aduz um outro facto para sustentar a ideia de que a seleção à entrada foi racista. "Quando me reconheceram vieram falar comigo", escreveu numa das respostas aos internautas.

No Facebook, os responsáveis pelo espaço deixaram uma mensagem sobre o caso, dizendo que não gostam ou consideram justo que o Lux Frágil tenha sido acusado de discriminação, mas que existe a liberdade de "cada um exprimir o que sente" e de dizer o que não se quer ouvir.

Em 2014, curiosamente outro campeão do triplo salto, Nelson Évora, também foi vítima de racismo à entrada de uma discoteca, acompanhado de outros atletas de nomeada, como vice-campeão olímpico Francis Obikwelu, Naide Gomes e Susana Costa, dizendo que foram barrados à entrada do Urban Beach por haver "demasiados pretos no grupo".

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