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Paulo Gonçalves sofre traumatismo craniano e abandona Dakar

Paulo Gonçalves sofre traumatismo craniano e abandona Dakar

O piloto português Paulo Gonçalves (Honda) abandonou o rali Dakar de todo-o-terreno, depois de sofrer uma queda de mota, que lhe causou um traumatismo craniano na quinta etapa da prova, disputada entre Moquegua e Arequipa, no Peru.

De acordo com a organização, o piloto luso "foi forçado a abandonar com um traumatismo craniano leve e uma possível fratura numa mão", tendo sido retirado do percurso de helicóptero.

"Seguia de forma tranquila, sem querer cometer qualquer excesso. Não sei sequer como caí. Julgo ter batido numa pedra escondida e fui projetado numa zona de 'fesh-fesh' [pó]. Agradeço ao Sam [Sunderland] pela pronta ajuda no local", comentou o piloto português, citado pela sua assessoria de imprensa.

O piloto de Esposende tinha subido ao oitavo lugar na classificação das motas no rali Dakar de todo-o-terreno na véspera, após o sexto lugar conquistado na quarta etapa, que ligou Arequipa a Moquegua.

Paulo Gonçalves tinha gastado 3:54.06 horas para cumprir os 405 quilómetros cronometrados de um total de 511 quilómetros, terminando a 13.36 minutos do vencedor da tirada, o norte-americano Ricky Brabec, seu companheiro de equipa na Honda e líder da classificação da prova de motas.

Joaquim Rodrigues Jr. foi o melhor português

Joaquim Rodrigues Jr. (Hero) foi o melhor português no rali Dakar de todo-o-terreno na sexta-feira, ao ser 18.º nas motas na quinta etapa, marcada pela desistência de Paulo Gonçalves (Honda) devido a queda.

Cunhado do piloto da Honda, Quim Rodrigues Jr. concluiu a tirada entre Monquegua e Arequipa, com um total de 776 quilómetros e uma especial cronometrada de 345 quilómetros, a 13.48 minutos do vencedor, o britânico Sam Sunderland (KTM). O vencedor da prova em 2017 acabou por ver-lhe creditada a vitória na tirada, depois de a organização ter retirado dez minutos ao seu tempo, gasto a prestar assistência ao português Paulo Gonçalves.