Futebol feminino

Perderam 5-1 mas marcaram um golo e choraram de felicidade

Perderam 5-1 mas marcaram um golo e choraram de felicidade

Goleada nas duas primeiras jornadas do Mundial de futebol feminino, a seleção da Tailândia proporcionou um dos momentos mais emocionantes da competição.

A disputar o Mundial de futebol feminino pela primeira vez, a Tailândia deu pouca luta aos Estados Unidos e à Suécia. Perdeu 13-0 no primeiro jogo e 5-1 na segunda jornada, mas marcou um golo, o primeiro de sempre na competição. Pouco? Não para a seleção "Thai", muito menos para quem lutou, e luta, durante tantos anos para este momento ser real.

Contra a Suécia, a Tailândia perdia 4-0 quando, já nas compensações, a capitã Kanjana Sungngoen fez o que ainda não tinha sido feito. Festejos no relvado, loucura nas bancadas, até aplausos na bancada de imprensa, e lágrimas junto ao banco de suplentes. A imagem de Nualphan Lamsam, a chorar, emocionada, agarrada à outra membra do staff, não é por acaso: sem ela, dificilmente haveria futebol feminino na Tailândia.

Diretora-geral da seleção, Lamsam, de 53 anos, é vista como a maior benfeitora da seleção "Thai". Não só apoia todo o programa de desenvolvimento da modalidade no país, como ainda emprega jogadoras na companhia de seguros na qual é diretora-executiva para lhes garantir um bom salário e poderem ter liberdade de horários para treinarem sempre.

Ligada ao futebol desde cedo - também está envolvida na gestão de um clube do campeonato masculino e a empresa da família apoia financeiramente o futebol feminino -, Nualphan Lamsam não escondeu as emoções no momento mais especial, o que faz acreditar que todo o esforço valeu a pena. Há lágrimas de felicidade.