F.C. Porto

Pinto da Costa garante continuidade de Sérgio Conceição até 2021

Pinto da Costa garante continuidade de Sérgio Conceição até 2021

Pinto da Costa, presidente do F. C. Porto, assegurou a continuidade da liderança de Sérgio Conceição por mais duas temporadas, numa entrevista ao jornal "O Jogo", publicada na manhã desta quarta-feira.

"Sérgio Conceição será treinador pelo menos mais dois anos", assegurou o líder portista, que garante ainda que a estada do responsável até podia ser mais prolongada. "Há pouco tempo ele renovou contrato e não é para o ano, é para mais dois. E não renovou para mais três porque o meu mandato acaba entretanto e essas coisas estão interligadas".

Questionado sobre se o técnico tinha exigido condições para disputar títulos, Pinto da Costa lançou várias críticas à arbitragem, nomeadamente no que toca aos últimos jogos do Benfica. "Como se pode garantir isso ao Sérgio Conceição quando vemos o que aconteceu na Vila da Feira, em Braga e em Vila do Conde? Quando foi do Calabote pensávamos que não voltaria a acontecer", atirou. "O Sérgio Conceição será treinador pelo menos mais dois anos, que são os que tem de contrato", sublinhou.

O líder azul e branco abordou ainda a preparação da próxima época e as eventuais saídas do plantel. Depois da confirmação que Filipe vai rumar ao Atlético de Madrid, o capitão do F.C. Porto, Herrera, pode ser o próximo a deixar o Dragão.

"Não posso obrigar o jogador a renovar, nem posso pagar o que não podemos", justificou Pinto da Costa, criticando a alta tributação dos salários dos futebolistas em Portugal: "Em Portugal o jogador de futebol serve para ser condecorado pelo Presidente da República e para muitas selfies, mas é tratado como em nenhum país em relação ao pagamento de impostos".

Dirigente mitiga problemas com adeptos

As últimas semanas, principalmente depois do empate surpreendente em Vila do Conde, quando aos 80 minutos o F.C. Porto se encontrava a vencer o Rio Ave por 2-0, a relação entre a equipa portista e os adeptos ficou marcada por alguma tensão.

Pinto da Costa desvalorizou esses episódios. "Isso é perfeitamente normal e não atingiu o espírito de grupo. A prova disso foi o apoio que a claque manteve nos dois jogos seguintes", referiu, destacando ainda o apoio da principal claque à equipa: "Os Super Dragões são essenciais porque são eles que colocam o estádio a cantar e a incitar a equipa. Nos jogos fora, se não fossem eles pouco apoio o clube teria".

Avaliação positiva da época com sentimento de frsutração

Desafiado a fazer a avaliação da época, quando ainda falta um jogo para terminar o campeonato, Pinto da Costa não considera que 2018/2019 seja uma época má. "Ganhámos a Supertaça, que é sempre um troféu importante, perdemos a Taça da Liga na final e nos penáltis, estamos na luta até ao último dia pelo campeonato e estamos na final da Taça de Portugal", defendeu. "Para as nossas expectativas e desejos, que é ganhar tudo ou quase tudo, perdendo o campeonato haverá uma certa frustração", referiu

Críticas à arbitragem

Abordando o que correu mal ao nível do campeonato, Pinto da Costa aponta o dedo à arbitragem, principalmente nos jogos após a vitória do Benfica no Dragão, que colocou as "águias" na liderança do campeonato. "Chegámos ao momento crucial, depois do FC Porto-Benfica, com dois pontos de atraso. Essa reta final defino-a da seguinte forma: o FC Porto teve um empate anormal em Vila do Conde porque dois penáltis claríssimos não foram marcados. Houve uma influência direta da arbitragem e do VAR nesse empate".

Para o líder azul e branco, o Conselho de Arbitragem, que na época passada afastou o árbitro Bruno Paixão e Bruno Esteves da arbitragem e os colocaram esta época no VAR, é a entidade responsável pelo que de mal aconteceu. "Um indivíduo que não tem categoria para arbitrar não pode ir para o VAR, que tem tanta ou mais influência nos resultados", refere, acrescentando, ainda, que caso o Benfica seja campeão não considera que seja justa a conquista. "Se o Benfica ganhar com dois ou três pontos de avanço e em três jogos foi beneficiado em nove pontos, como pode haver justiça?", disse, explicando ainda os jogos que considera serem os mais polémicos: "O campeonato de 2019 decidiu-se em três sítios: Vila da Feira, Braga e Vila do Conde".

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