Suécia

Portugal perde título de Sub-21 para a Suécia

Portugal perde título de Sub-21 para a Suécia

A Suécia sagrou-se campeã da Europa de Sub-21, ao derrotar a seleção portuguesa, por 4-3, no desempate por grandes penalidades.

O sonho de uma vida ruiu, a glória transformou-se em pesadelo e a seleção portuguesa de sub-21 perdeu a oportunidade de se sagrar campeã europeia e fechar com chave de ouro a aventura na República Checa. A noite de terça-feira tinha todos os ingredientes de glória: a goleada à Alemanha enchia a alma de confiança, a Suécia estava ao alcance e a qualidade da equipa das quinas era imensa. Mas a lotaria dos penáltis acabou por ser o destino cruel de quem tanto lutou para ser feliz. Depois de um nulo no marcador, de um prolongamento suado, William Carvalho permitiu a defesa de Carlegren e os nórdicos pintaram o estádio com uma enorme onda amarela.

No futebol, não basta ser melhor e ter mais argumentos do que o adversário, é preciso ter cabeça fria e saber tomar as opções certas nos melhores momentos. A seleção portuguesa foi traída por uma enorme ansiedade, sentiu o peso do momento e deixou-se contagiar pela responsabilidade de estar muito perto de entrar na história. Isso prejudicou todos os processos, a alegria com a bola quase nunca existiu e as mudanças de velocidade praticamente desapareceram. A ansiedade acabou por sufocar o talento de uma equipa focada no sucesso.

Nesta teia, Bernardo Silva também foi incapaz de espalhar a magia e uma orquestra quando perde o maestro dificilmente consegue tocar a nota certa. O cansaço, o desgaste de duas semanas longas e quatro jogos em cima também muito contribuíram para o fim do sonho. Enquanto a Suécia respirou frescura e colocou na prática uma teia perfeita para prender todos os movimentos. Sempre com as linhas muito juntas, a vigiar até à exaustão o condutor da bola, a preencher a zona central com uma coragem tremenda e muito bem apoiada por adeptos incansáveis.

A seleção de sub-21 até entrou bem no jogo, com Sérgio Oliveira a mandar uma bola ao ferro e sempre com os olhos fisgados na baliza, porque sabia como seria difícil ser feliz se não marcasse cedo. Depois de 20 minutos de bom nível dos portugueses, os nórdicos equilibraram a balança e tentavam a sorte em transições rápidas para fazer as redes abanar. Chegou o intervalo, entraram Tozé, Gonçalo e Iuri, mas as dificuldades continuavam a ser muitas para flanquear o jogo e abrir uma nesga na zona central. Enquanto os nervos se apoderavam dos portugueses, a Suécia ganhava confiança e obrigou José Sá a duas defesas fantásticas antes de se chegar ao prolongamento.

Já sem frescura, os penáltis surgiram como um terror e aí o guarda-redes Carlegen parou os remates de Esgaio e de William. Os jogadores portugueses não ganharam o título europeu, mas por tudo o que fizeram vão ter uma carreira cheia de sucesso. E isso vale mais do que um troféu.