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Rogério Alves: "Divulgação da auditoria foi ato traiçoeiro"

Rogério Alves: "Divulgação da auditoria foi ato traiçoeiro"

O presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting lamentou esta terça-feira a divulgação do relatório à auditoria e garantiu que a direção tudo está a fazer para descobrir o que aconteceu.

"Não se trata de uma auditoria forense, mas sim de gestão. Foi mau para o clube ser objeto de uma fuga de informação. É muito prejudicial para o Sporting e SAD. É evidente que não é bom verem espalhadas informações confidenciais. Obviamente que a Direção não queria. Foi algo traiçoeiro, é uma violação de estatutos, mas não sabemos quem foi. Não faz nenhum sentido imputar à Direção a fuga. Pode vir de vários lados. A Direção seria a última entidade interessada pois debilita o poder negocial. A divulgação foi feita e a nossa preocupação é minorar os estragos. Não podemos ficar a esfregar na ferida, a lamuriar, a culpar a Direção. Há quem tenha ficado feliz por esta Direção ter tido um problema", começou por dizer em entrevista à Sporting TV, garantindo medidas.

"A direção está a fazer tudo o que está ao alcance para descobrir o que aconteceu e perseguir os responsáveis se eles forem detetados. Não havia interesse absolutamente nenhum nessa divulgação. Não vale a pena estar a fornecer trunfos aos adversários. É evidente que não é bom ver espalhadas informações que são para manter em confidencialidade, não vale a pena esgravatar na ferida. O que aconteceu foi traiçoeiro para o Sporting, uma violação dos estatutos. Agora não sabemos quem foi. Terá sido dentro ou fora do Sporting... não sabemos", acrescentou Rogério Alves.

Relativamente à carta enviada por Bruno de Carvalho, ex-presidente do Sporting que exigiu, juntamente com Bernardo Ayala, Alexandre Godinho, Fernando Carvalho e João Trindade, a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária após a auditoria que foi realizada às contas do clube ter sido tornada pública, Rogério Alves afirmou que haver "ex-candidatos" não é saudável para o clube de Alvalade.

"Era bom que no Sporting deixasse de haver ex-candidatos. Isto é, não podemos permanentemente andar a ocupar o espaço público do Sporting com advertências, avisos, ralhetes, criticas. Quando paralelamente se está a desenvolver uma atividade de robustecimento do clube, quando efetivamente os sportinguistas estão a voltar a ganhar o entusiasmo por aquilo que é a atividade para o qual o Sporting nasceu, a desportiva. Como sportinguistas não podemos permitir que o espaço público relativo ao Sporting, que é enorme, esteja permanentemente ocupado por más noticias", vincou.

Na mesma entrevista, o presidente da Mesa da Assembleia Geral mostrou-se estar "atento" às mais recentes polémicas no futebol português.

"Olho com expectativa. Não antecipo conclusões: são dossiês com matéria muito grave. Pessoas que dão a cara, dão o nome e que dizem que foram aliciados. Temos, por outro lado, uma investigação em concurso sobre espionagem. Muita informação a ser investigada, como o caso dos e-mails. Coisas sérias e graves, a que o Sporting deve estar muito atento, devendo contribuir para aportar aos vários processos informação relevante", concluiu.

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