Desporto

Rui Moreira considera que os "dragões" já são mais conhecidos que o Vinho do Porto no Mundo

Rui Moreira considera que os "dragões" já são mais conhecidos que o Vinho do Porto no Mundo

Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto (ACP), considera que o F. C. Porto tem hoje em dia maior reconhecimento internacional que o Vinho do Porto e que é um exemplo da inspiração que falta ao País.

O também comentador político e desportivo foi um dos convidados da tertúlia mensal do Clube dos Pensadores, que decorreu terça-feira à noite em Vila Nova de Gaia, tal como o empresário Manuel Serrão, onde se debateu a temática "Futebol, Política e Norte".

Adeptos portistas assumidos, ambos concordaram com a ideia de que os sucessos do clube presidido por Pinto da Costa são um exemplo de "competência e inspiração".

Para Rui Moreira, "a dimensão regional do F. C. Porto não foi um limite para o seu crescimento e é uma boa base de apoio de uma instituição que dá provas de saber como se expande uma marca, pois sem ter índole nacional conseguiu conquistar índole europeia".

Manuel Serrão, por sua vez, estabeleceu comparações entre as temáticas da noite: "Na política, como antes se dizia do futebol, o jogo é sujo, está viciado e resolve-se nas secretarias, ainda por cima europeias".

Contrastou que, "ao contrário dessa batotice" se vê no futebol equipas como o F. C. Porto e o Sporting de Braga, que "espantaram o Mundo há dias, em Dublin, pela forma competente como chegaram à final e pela simpatia, civismo, alegria e cordialidade dos seus adeptos".

Ainda segundo Manuel Serrão, "o F. C. Porto e o futebol em geral têm feito mais pelo País que os nossos políticos, afirmando-o em África, no Brasil, na Colômbia, numa série de sítios onde se fez festa com as últimas conquistas".

Questionado pela plateia sobre as rivalidades exacerbadas, nomeadamente um cântico insultuoso habitual numa das claques portistas, Rui Moreira recordou que o mesmo costuma ser assobiado pelos restantes adeptos do clube, mas exemplificou como também "se pode ser insultuoso" recorrendo a uma passagem da recente entrevista do presidente do Benfica à TVI.

"Filipe Vieira disse que é preciso que não seja a Policia Judiciária do Norte a investigar o futebol. Ora, se tivesse sido um de nós a dizer isso, seríamos logo apelidados de parolos, bairristas e sectários", concretizou o presidente da ACP.

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