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São onze contra onze mas agora só ganham os ingleses

São onze contra onze mas agora só ganham os ingleses

O monstro inglês arrasa o futebol europeu. Mesmo sem Ronaldo e Messi, os clubes ingleses conseguiram furar o domínio dos gigantes espanhóis na Champions, que pela primeira vez desde 2013 não terá Real Madrid ou Barcelona no duelo pelo título, desta vez disputado por Liverpool e Tottenham, no próximo dia 1 de junho. Na Liga Europa, as meias-finais ditaram um dérbi londrino (Arsenal-Chelsea) na final de Baku.

O cenário, inédito nas competições europeias, confirma o que se adivinhava desde 2015, aquando da assinatura do contrato centralizado de venda dos direitos televisivos da Premier League, que garante verbas muito avultadas a todos os clubes participantes, incluindo os que descem de divisão. Num bolo total de 2,7 mil milhões de euros repartidos na época passada, o campeão Manchester City arrecadou 175 milhões de euros e o West Bromwich, último classificado, recebeu 110 milhões, quase um quarto do que os três grandes portugueses receberão em dez anos, por via dos contratos que entraram em vigor no ano passado.

Este reforço do poder financeiro e, em consequência, da competitividade da liga inglesa, tornou-a a mais forte de toda a Europa e o topo da pirâmide, os chamados "big six" (City, Liverpool, Chelsea, Tottenham, Arsenal e Manchester United), estão a tomar de assalto as provas da UEFA.