Portugal mede forças com o Azerbaijão e tenta contrariar tendência nacional para facilitar com países de menor expressão

Seleção de atalaia contra ela própria...

Seleção de atalaia contra ela própria...

A sofrida vitória no Luxemburgo põe Portugal de sobreaviso. Também o Azerbaijão é dos confins da bola, mas Bento exige atenção máxima rumo ao Mundial 2014. Apoio não faltará. Braga vai encher o estádio.

Se o ranking marcasse golos, o jogo de hoje seria mera formalidade de agenda. Mas Portugal, quarta nação do planeta FIFA, tem um histórico que o escalda nos desafios com países menos cotados na bola. Paulo Bento diz que é "por razões culturais" e vai alertando as tropas para o que encontrarão, esta noite, na "pedreira" de Braga. O Azerbaijão, 107.O da escala mundial, não é para menosprezar.

Nem de propósito, o primeiro jogo da fase de qualificação para o Mundial 2014, que Portugal ganhou, sofridamente, ao Luxemburgo (2-1), na última sexta-feira, comprovará essa tendência nacional para dificultar o que é mais fácil.

E se do jogo menos bem conseguido no Grão-Ducado restou algum mérito foi o de comprovar que nada no futebol é adquirido. Certo, quase garantido pelo próprio selecionador, é que Portugal defrontará a equipa azeri exatamente da mesma maneira e com o mesmo "onze" que ganhou ao Luxemburgo.

Será, nem mais nem menos, a mesma equipa que chegou às meias-finais do Euro 2012, que arrancou a caminhada para o Mundial do Brasil com a vitória essencial no Luxemburgo e que, hoje, terá "obrigação" de vencer a congénere da pequena nação do Cáucaso.

Do Azerbaijão chega a equipa que empatou Israel (1-1) na primeira jornada e que é orientada por uma velha raposa do futebol alemão. Berti Vogts treina a seleção azeri desde 2008 e tem salário de nababo (quatro milhões de euros anuais...), num país sentado em cima de um poço de petróleo e de gás natural e que investe milhões no desporto, sobretudo, no futebol, até para dourar a imagem de um regime que, dizem daqui do Ocidente, é uma democracia musculada.

Seja como for, os 5500 quilómetros que separam Braga de Baku, capital da Azerbaijão, serão, também, a medida para a diferença "futebolística" entre os dois países. De qualquer forma, como avisa Bento, muito cuidado! Não fosse o Azerbaijão campeão europeu do Festival da Canção...