F.C. Porto

Sérgio Conceição: "Prefiro que se discuta futebol do que se fale em toupeiras"

Sérgio Conceição: "Prefiro que se discuta futebol do que se fale em toupeiras"

Treinador do F. C. Porto confia no regresso às vitórias, sábado, na receção ao V. Setúbal. Ausência de Brahimi é garantida, mas o técnico diz que os dragões vão encontrar soluções. Críticas à entrada de Pepe e desvio de Militão para a ala direita mereceram resposta: "Meto o 11 que entendo ser o mais forte".

O F. C. Porto não vence há três jogos (V. Guimarães, Moreirense e Roma), mas Sérgio Conceição relativiza a questão e acredita que o momento vai ser ultrapassado: "Em Guimarães, fizemos uma das melhores exibições da época, mas ninguém fala disso, pois o resultado é que conta. Com o Moreirense é que tivemos uns segundos 45 minutos mais fracos, mas, mesmo assim, podíamos ter ganho. Há momentos assim em que a bola bate no poste e o adversário vai à nossa baliza e também acerta no poste mas bola sobra para um avançado. Temos de continuar a trabalhar, insistir e, se calhar, à quarta tentativa, a bola vai entrar".

O treinador falou sobre o atual momento defensivo da equipa e respondeu aos críticos. "Isso são histórias da carochinhas. Quando o Pepe chegou ouvi muitos comentadores a dizer que teríamos um dos melhores setores defensivos da Europa. Aqui é tudo trabalhado e pensado ao pormenor e, naturalmente, meto sempre o 11 que considero mais forte. Mas é bom que haja este debate e se fale de futebol e se deve jogar o Pepe, o Zé, o António ou o Manuel. Prefiro que se discuta futebol do que se fale em toupeiras", atirou Conceição.

​Apesar da perda de pontos nas últimas duas jornadas da Liga, o treinador, que sábado não conta com Brahimi, por lesão, lembrou que o F. C. Porto "continua na frente e só depende de si" e mostra-se convicto que a equipa vai somar os três pontos diante do V. Setúbal: "O que conta amanhã é o resultado. O resto nada nos afeta. Senti-me afetado quando estive no Olhanense e havia três e quatro meses de ordenados em atraso e os jogadores não tinham comida em casa. Agora, não estou nada afetado e sou pago para encontrar soluções. A pressão é a mesma".