F. C. Porto

Sérgio Oliveira: "Até já ouvi uns zunzuns de que tomávamos coisas para correr"

Sérgio Oliveira: "Até já ouvi uns zunzuns de que tomávamos coisas para correr"

"As pessoas não têm noção do que trabalhamos todos os dias e da exigência do mister", diz o futebolista, em entrevista à revista Dragões.

Regressado do empréstimo ao Nantes, pela mão do próprio treinador Sérgio Conceição, o camisola 27 do F. C. Porto aproveita a terceira passagem pelo plantel principal do clube para se impor de vez. "À terceira é de vez", diz Sérgio Oliveira, agradecido ao treinador que o trouxe da liga francesa.

"O mister foi-me conhecendo no dia-a-dia, sabia como eu treinava, conhecia as minhas qualidades e claro que pesou. No fundo, jogar domingo a domingo é diferente de quando acompanhas um jogador diariamente, vês a forma como ele trabalha, como ele tenta evoluir no dia-a-dia e ser melhor do que ontem. O mister percebeu que eu sou um jogador assim e acho que sim, esse facto pesou", afirma o futebolista de 25 anos, desde muito cedo prometido a um risonho futuro azul e branco.

E se chegou ao plantel com um certo estatuto de outsider, nem por isso, após ter ganho a titularidade, Sérgio Oliveira se sente promovido a qualquer função de maior destaque. "Não há, de todo, titulares nesta equipa, porque o mister escolhe em função de quem trabalha mais e já o provou mais do que uma vez. A nós, jogadores, cabe-nos dar todos os dias 100%, esperar e quando chegarem as oportunidades, tentar agarrá-las da melhor forma", afirma.

Do que Sérgio não gosta é dos zumbidos que diz ter ouvido para se explicar a boa época dos dragões. "Não podemos ligar ao que dizem, até já ouvi por aí uns zunzuns que nós até tomávamos coisas para correr... Talvez as pessoas não tenham a noção do que a gente trabalha todos os dias e da exigência que o mister nos coloca no dia-a-dia. Se formos a ligar ao que as pessoas dizem...", rematou o médio portista.

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