Desporto

Serviços mínimos

O Sporting venceu a Naval, em Alvalade, e continua no segundo lugar e na luta pelo título. Foi o quarto triunfo seguido dos leões, com um golo de Pereirinha e dois de Liedson. Marcelinho marcou para os figueirenses.

Exibição sem brilho, mas pragmática do Sporting. Quarto triunfo seguido dos leões na Liga - a melhor série esta temporada -, e o onze de Paulo Bento, na sombra da Assembleia Geral e das eleições, a continuar no segundo lugar e à espreita do primeiro posto. A Naval permanece em 12.º.

Mais uma vez, um Sporting regular no final da época, à imagem das temporadas anteriores. Ainda assim, um leão descansado de mais, de serviços mínimos, à mercê de um contra-ataque ou de um golo fortuito da Naval. Houve pouca probabilidade de acontecer, é certo, mas só o terceiro golo sossegou. Além disso, a partida serviu para a reconciliação parcial entre os adeptos e Miguel Veloso. Três meses depois, o médio voltou a pisar Alvalade, foi assobiado no mau passe que deu o golo figueirense, mas acabou em crescendo e arrancou alguns aplausos.

Todavia, foi a Naval a entrar melhor na partida. Ulisses Morais nunca ganhou ao Sporting e estava determinado em quebrar o enguiço. Aos dez minutos, já os navalistas tinham três remates, dois de Godemeche, um deles parado com brilho por Rui Patrício. A Naval apareceu atrevida, a encarar o leão nos olhos. O Sporting sentiu o toque, talvez por mais retoques no meio-campo. Desfalcado de algumas unidades, Paulo Bento, além de Veloso, deu mais uma oportunidade a Romagnoli, mas o argentino voltou a desperdiçar - 61 minutos quase sem tocar na bola, de pura tristeza.

Os problemas da Naval foram os erros próprios. Imperdoáveis, quando se defrontam Liedson e Derlei. Uma perda de bola foi o que bastou para Derlei ganhar a bola, passar a Liedson e este assistiu Pereirinha para o golo. Respondeu a Naval com o empate, após um péssimo passe de Miguel Veloso para Marinho, que assistiu Marcelinho para a igualdade. Contudo, mais uma falha de Godemeche e Liedson a marcar, no livre apontado por Moutinho.

Só a partir do segundo golo é que o Sporting acalmou, pegou no jogo e controlou a partida. A partir daqui, assistiu-se ao eclipse da Naval, que entrou de forma fabulosa, mas que quase deixou de atacar, com Marinho e Davide bem longe da bola. A postura dos figueirenses só se alterou no segundo tempo, mais, até, por demérito sportinguista.

O segundo tempo foi de controlo leonino, mas sem ser de forma autoritária. Um jogo muito morno, frio por vezes, só alterado com o golo da Académica na Luz e com a troca de Romagnoli por Izmailov.

Os serviços mínimos do Sporting continuaram até ao final. A quebra física da Naval deu aos leões todas as condições para marcar o terceiro golo, mas desaproveitaram. A excepção aconteceu em descontos, com Liedson (quem mais?), a marcar na recarga a um remate de Miguel Veloso. O brasileiro já leva 11 tentos e bisou pela segunda vez.