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Sporting vai recorrer do arquivamento do inquérito sobre ofertas do Benfica a árbitros

Sporting vai recorrer do arquivamento do inquérito sobre ofertas do Benfica a árbitros

O Sporting anunciou, em comunicado, que irá recorrer da decisão da Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga em arquivar processo decorrente das afirmações do seu presidente, Bruno de Carvalho, sobre as ofertas do Benfica a árbitros.

Na mesma nota, a direção dos 'leões' insurge-se contra a "sentença" tornada pública quarta-feira: "Não serão estas tomadas de decisão, que prejudicam gravemente o futebol, que irão demover o nosso clube, em todas as instâncias necessárias, para a penalização de quem comete atos como os ora mencionados".

E relembra que se trata da "oferta de 1120 jantares por época a árbitros, delegados e observadores", argumentando que é por decisões como a da Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) que não é permitida "a modernização, credibilização e dignificação do futebol", aludindo à "criação de conceitos inexistentes como o de "dolo sem intenção'".

A direção do Sporting escreve que "não era expectável outra decisão", atendendo "ao próprio decurso do inquérito promovido pela Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga, pelas questões colocadas, nomeadamente aos árbitros, e pela condução da inquirição no que diz respeito ao presidente do Sporting Clube de Portugal", a qual "no momento certo, irá pelo mesmo ser revelada".

A CII anunciou, quarta-feira, o arquivamento do processo decorrente das afirmações do presidente do Sporting sobre as ofertas do Benfica a árbitros.

A comissão considerou que as ofertas a que Bruno de Carvalho se referiu como sendo uma forma de influenciar as equipas de arbitragem, e que pelas contas do líder do Sporting poderiam atingir um valor global anual de 250 mil euros, "ingressa no conceito de ofertas de mera cortesia (...) admitida na regulação desportiva".