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Valente empurrão na rota europeia

Valente empurrão na rota europeia

Sem deslumbrar, o Leixões regressou às vitórias e relançou a candidatura às provas da UEFA, estando a três pontos do quarto lugar. O Rio Ave, apesar de ter mostrado grande inconformismo, afundou-se ainda mais na tabela.

Regressaram os sorrisos ao Estádio do Mar, na tarde em que um golo oportuno de Diogo Valente, logo no recomeço, a aproveitar da melhor forma um mau atraso de Edson, garantiu os três pontos aos matosinhenses, que quebraram um jejum de cinco jogos sem vencer. Foi um dos momentos do jogo, que cresceu de intensidade na segunda parte, período em que as equipas procuraram desatar o nó com que fechou o primeiro tempo.

Na verdade, os primeiros 45 minutos foram pouco excitantes, com futebol amarrado e previsível, não estranhando, por isso, que as duas únicas ocasiões de perigo tivessem surgido de forma fortuita - primeiro com Elvis, num alívio do meio-campo, a obrigar Paiva a defender para canto (23m), e depois com Beto, fruto de uma má recepção, quase a entregar a bola a Yazalde (31m). Braga, de pé esquerdo, também cheirou o golo (45+1m) e quanto a oportunidades, na primeira parte, estamos conversados...

Este primeiro tempo ficaria, isso sim, marcado pelas lesões de Rodrigo (fractura dos ossos da face) e Roberto (microrrotura nos gémeos, que o impede de jogar mais esta época), que obrigaram José Mota a queimar duas substituições. O último avançado tem sido perseguido pelas lesões e ontem esteve apenas sete minutos em campo (!), abandonando o relvado debaixo de aplausos, tendo sido também reconfortado pelo treinador leixonense.

O golo, logo no início da segunda parte, foi o que melhor que podia ter acontecido para o espectáculo. A vencer, o Leixões agigantou-se e dispôs de três boas chances para ampliar a vantagem. André Vilas Boas, de cabeça, também forçou Beto à primeira defesa da tarde (50m). O jogo tornou-se mais aberto e Diogo Valente, após correr mais de 50 metros com a bola, disparou de trivela para as mãos de Paiva. Edson, numa rotação soberba, quase se redimia, mas a bola bateu com estrondo na trave (74m). O Leixões, muito solidário, aguentou até final o golo dourado que o relança na corrida europeia, ao passo que a imagem de Fábio Coentrão, caído no relvado a chorar, ilustra o sentimento de uma equipa que sabe que perdeu mais uma final na luta pela sobrevivência.

O árbitro, Vasco Santos, usou critério disciplinar largo, poupando o segundo cartão amarelo a André Vilas Boas e Coentrão.