Fórmula 1

Verstappen condenado a dois dias de trabalho comunitário por empurrar outro piloto

Verstappen condenado a dois dias de trabalho comunitário por empurrar outro piloto

O holandês Max Verstappen (Red Bull) foi sancionado com dois dias de trabalho comunitário pela Federação Internacional do Automóvel (FIA), depois de ter empurrado o francês Esteban Ocon, após o Grande Prémio do Brasil de Fórmula 1.

Verstappen foi confrontar o francês devido a um incidente entre os dois na 45.ª volta da corrida, que resultou na perda de liderança da prova por parte do holandês, vítima de um pião após toque no Force India de Ocon.

As imagens da altercação entre os dois, que envolveram três empurrões do piloto da Red Bull a Ocon, foram divulgadas pelo Canal+ francês.

Os comissários chamaram ambos os pilotos e, após uma hora de reunião, decidiram que Verstappen terá que passar por dois dias de serviço comunitário a ser designado pela FIA nos próximos seis meses. A decisão ainda é passível de recurso da Red Bull, a equipa do piloto holandês.

"Os comissários reviram provas em vídeo das câmaras de segurança da FIA e ouviram o piloto do carro 33 (Max Verstappen) e o piloto do carro 31 (Esteban Ocon) e os representantes das equipas. O piloto Max Verstappen entrou na garagem de pesagem da FIA, dirigindo-se ao piloto Esteban Ocon e, após algumas palavras, iniciou uma luta, empurrando ou batendo em Ocon com força várias vezes no peito", lê-se no comunicado.

Os comissários realizaram uma audiência em que ambos os pilotos cooperaram, com os comissários a entenderem que Max Verstappen estava extremamente irritado com o incidente na pista durante a corrida e aceitou a explicação do oponente.

Apesar de aceitarem as justificações de Verstappen, os comissários determinaram que o holandês falhou na obrigação de ser um bom desportista e um modelo para todos os pilotos.

Os comissários, portanto, ordenaram que Max Verstappen fosse obrigado a executar dois dias de serviço comunitário.

A causa da fúria do holandês foi um toque entre os dois na 45.ª volta, numa altura em que Verstappen liderava e Ocon procurava recuperar uma volta de atraso para o comandante. Ocon forçou a ultrapassagem e acabou por embater no Red Bull. Os dois fizeram um pião e Verstappen perdeu a liderança definitivamente para o britânico Lewis Hamilton, que acabou por vencer a corrida.

"Não sei o que dizer. Quando se faz tudo bem, se ultrapassam vários pilotos e o carro funciona na perfeição e depois vem um idiota e atira-te para fora... não tenho palavras. Estou contente com a segunda posição, mas devíamos ter vencido", disse o piloto da Red Bull.

Ocon acabou penalizado com uma paragem de dez segundos nas boxes e terminou a prova no 15.º lugar, criticando a fúria de Verstappen.

"A luta tem de ser em pista, não fora dela. Não é um comportamento de homens", criticou Ocon.

Sobre o incidente, garante que "está bem claro" o que aconteceu.

"Saí das boxes, na primeira volta fui mais rápido do que o Max. Na segunda, a equipa disse-me que poderia recuperar a volta de atraso se quisesse e foi o que eu fiz. Vim por fora como muitos pilotos fizeram. Correu bem com os outros, mas com Max... não posso desaparecer quando estamos lado a lado. Tivemos contacto e pronto", concluiu.

O vencedor da corrida, o britânico Lewis Hamilton, foi um espetador privilegiado e assegura que teria atuado de maneira diferente.

"Vi o que aconteceu e não fiquei surpreendido", comentou.

Já o diretor desportivo da Red Bull, o britânico Christian Horner, disse que Ocon "teve sorte" por só ter levado "uns empurrões de Verstappen".

"Acho que o Max foi bastante contido. Aquilo [incidente] custou-lhe a vitória", frisou Horner.