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Vítor "Catão" rebate Boaventura: "Nunca peguei numa arma, nem à tropa fui"

Vítor "Catão" rebate Boaventura: "Nunca peguei numa arma, nem à tropa fui"

O dirigente do São Pedro da Cova comentou, ao JN, as acusações que lhe foram dirigidas pelo empresário, após o confronto que travaram na manhã desta segunda-feira.

Vítor "Catão" usou a rede social Facebook para passar, em direto, uma conversa acesa com César Boaventura, na qual acusa o empresário, entre outras coisas, de dever mil euros ao São Pedro da Cova e de este lhe ter pedido, juntamente com Luís Filipe Vieira, para "pôr coisas nos carros dos diretores do [F. C.] Porto e dar uma coça ao Francisco J. Marques".

Ora, depois de ter abandonado o local, César Boaventura recorreu à mesma rede social para afirmar que foi "coagido e ameaçado pelo senhor Vítor Catão com arma de fogo". Perante isto, o JN contactou o diretor do São Pedro da Cova para comentar essa acusação e a resposta foi taxativa.

"Eu estou a gravar o vídeo com uma mão e, com a outra, até lhe dou um estalo. Como é que eu ia conseguir ter uma arma de fogo na mão? Eu nunca tive uma, aliás eu nunca peguei numa arma, nem à tropa fui", afirmou Vítor Catão.

Relativamente ao polémico confronto com Boaventura, o dirigente explicou como tudo ocorreu. "Eu estava no estádio do São Pedro da Cova e ele foi lá ter comigo, trazia 100 mil euros num envelope muito grande para eu o ajudar a comprar jogadores. Antes de começar a filmar já tínhamos tido uma grande discussão".

A verdade é que os vídeos publicados por Catão ouve-se o dirigente a exigir ao empresário o pagamento de mil euros por uma dívida ao São Pedro da Cova. Perguntámos, então, ao dirigente os motivos pelos quais Boaventura não usou esse dinheiro para fazer o pagamento do valor que lhe exigia. "Não usou aqueles 100 mil porque esse dinheiro não era dele. Disse que ia levantar os mil euros, mas nunca mais o vi".