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Vitória de Guimarães impõe terceira derrota ao Benfica

Vitória de Guimarães impõe terceira derrota ao Benfica

O Guimarães entrou com os dois pés na 4.ª jornada ao vencer o Benfica (2-1) em casa, mostrando ser um adversário a temer, contrariamente ao Benfica que assim arrisca-se a deixar de ser o papão da época passada, que o consagrou com o título de campeão.

Portanto, a diferença para a temporada passada, está nas duas equipas, pois se o Vitória de Guimarães de Manuel Machado parece estar mais forte, os benfiquistas estão muito mais fracos. Em quatro jogos, três derrotas diz tudo. Os minhotos estão no segundo lugar e os benfiquistas andam pelas últimas posições... O nervosismo afectou a equipa e sete jogadores foram amarelados...

O problema do Benfica não se reduz a um Roberto pouco seguro, mas a jogadores-chave que estão longe da forma, como David Luiz, Luisão, Javi Garcia e a dupla Cardozo-Saviola que não funciona. E Fábio Coentrão esteve limitado e jogou, num risco assumido por Jesus. O único golo que marcou foi uma prenda de Nilson. Todavia, pode queixar-se da arbitragem que não terá assinalado dois penáltis, mas foram lances em que só as imagens desfazem dúvidas.

Logo de início, o Vitória, por Edgar, após um contra-ataque rápido e beneficiando da saída tardia de Roberto marcou. Foi um sinal. Ao fim e ao cabo mais uma falta de eficácia defensiva deste Benfica 2010/11 de início de época...

Depois, pela meia hora, foi a vez de Nilson fazer uma oferta a Saviola, largando uma bola fácil para os pés do argentino. Pelos vistos, a moda dos frangos está a pegar... Na prática, isso significou o relançar do jogo, em termos de expectativa e resolveu um problema complicado para os benfiquistas.

Após o reatamento, Manuel Machado fez uma dupla substituição, trocando Edson e João Alves por Flávio Meireles e Rui Miguel, passando a actuar com um duplo pivot. Curiosamente, pouco depois, a melhor oportunidade desperdiçada por Meireles: a um metro da linha de baliza, não encostou para golo.

O jogo ganhou emoção, com situações de frisson de lado a lado. Jesus, preocupado com a falta de intensidade ofensiva, rende Maxi e Carlos Martins (os adeptos sublinharam a sua saída com uma revoada de assobios) e por Rúben Amorim e Jara. Logo de seguida, Bruno Teles cruza e, na área, Roberto hesita e os centrais deixam Rui Miguel cabecear para o golo que acentua a crise benfiquista.

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