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Internacional brasileira denuncia abusos psicológicos por querer representar a seleção

Internacional brasileira denuncia abusos psicológicos por querer representar a seleção

Giovana Costa escreveu, esta terça-feira, uma carta aberta a Joan Laporta, presidente do Barcelona, a denunciar alguns abusos psicológicos que sofreu quando fazia parte do plantel catalão.

É uma das grandes promessas do futebol feminino mas desta vez o nome de Giovana Costa está a dar que falar não pelas exibições nos relvados, mas por uma carta que publicou nas redes sociais e que envolve o nome do Barcelona. Giovana, que tem 18 anos e vive em Espanha há vários anos, mudou-se para Barcelona em 2019/20, ainda com 17 anos, para representar o clube catalão. Só que, ao serviço das campeãs europeias, a extremo não somou qualquer minuto e acabou por ser cedida ao Levante, clube que representa hoje. Gio nunca chegou a jogar pela equipa principal do "Barça" e, segundo a carta, tudo porque foi chamada à seleção brasileira.

"Encurralaram-me de uma forma abusiva para que renunciasse à seleção brasileira. Os primeiros meses no clube foram importantes para o processo de adaptação. Estava numa boa dinâmica até que recebi a primeira chamada à seleção brasileira. A partir desse momento comecei a receber um tratamento diferente dentro do clube. Primeiro recebi indicações de que jogar na seleção brasileira não seria o melhor para o meu futuro dentro do clube. Apesar de desagradável e persistente, não dei importância ao assunto. Com o passar do tempo, as investidas começaram a realizar-se através de outros mecanismos de pressão dentro e fora do clube. Estavam a encurralar-me de uma forma abusiva para que renunciasse à seleção brasileira", escreveu Giovana na carta, sublinhando que sofreu abusos psicológicos.

"Em fevereiro de 2021 fui submetida a um confinamento ilegal por parte da chefe dos serviços médicos do clube (...) O meu caso não era nem podia ser considerado como contacto direto. Isolaram-me de forma ilegal. Depois de cumprir a quarentena imposta recebi autorização da FIFA para me juntar à seleção brasileira nos EUA, com o pleno conhecimento do clube. Quando regressei a Barcelona, chamaram-me para uma reunião com o diretor do clube e fui acusada de ter viajado sem autorização e sem o consentimento das capitãs. Tentei demonstrar que isso não estava correto, mas o diretor foi inflexível, bastante agressivo e com um tom ameaçador disse-me: 'Não te preocupes. Vamos tratar-te bem'. A partir desse momento, a minha vida mudou para sempre. Estive completamente exposta a situações humilhantes e vergonhosas durante meses dentro do clube", acrescentou.

Apesar da denúncia, Giovana, que soma 11 internacionalizações, não culpa o clube catação vincando, porém, que o Barcelona "falhou". "O Barcelona não é responsável direto pelas condutas abusivas denunciadas. O clube deve ser responsável por zelar pela integridade física, mental, psicológica e moral perante qualquer tipo de violência, estabelecendo uma proteção integrar através da consciencialização, prevenção e reparação dos danos causados", concluiu.

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