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IPDJ abre processo ao presidente da Federação de Judo, que pondera avançar judicialmente contra queixosos

IPDJ abre processo ao presidente da Federação de Judo, que pondera avançar judicialmente contra queixosos

Em causa uma queixa apresentada por Abel Louro, presidente da Associação Distrital de Judo de Castelo Branco sobre o desempenho de cargo de Jorge Fernandes no Centro de Cultura e Desporto do Judo Clube de Coimbra em simultâneo com a liderança da Federação Portuguesa de Judo. Presidente rejeita alegações, pondera avançar judicialmente e critíca: "Parece que a teta deixou de dar leite"

Na passada semana, o Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) e o Comité Olímpico de Portugal (COP) receberam uma queixa, assinada por Abel Louro, presidente da Associação Distrital de Judo de Castelo Branco, referentes a ilegalidades dentro da Federação Portuguesa de Judo (FPJ). A queixa seguiu também para a Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude (SEDJ), que, face a um erro na diretoria de e-mail, não a recebeu. Em causa está o exercício de funções do presidente Jorge Fernandes, que é acusado de ocupar cargos indevidamente, entre eles o de presidente do Judo Clube de Coimbra.

O JN confirmou junto do COP e do IPDJ a receção da queixa e sabe ainda que o próprio IPDJ já abriu um processo, efetuando as diligências necessárias, para averiguar a situação. Ainda assim, Jorge Fernandes confirmou ao JN que ainda não foi notificado, mostrando satisfação com a decisão. "É natural que abra um processo. Até agora não fui notificado. Depois de haver uma queixa, é normal que tenhamos um estado democrático que vai averiguar o processo".

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O líder da FPJ assegura que suspendeu "todos os mandatos", acrescentando que já existiram "eleições nos outros órgãos, a Associação Distrital de Judo de Coimbra e a Associação de Árbitros de Judo de Portugal", situação que ainda não aconteceu no clube de Coimbra.

Face à queixa, Jorge Fernandes revelou ao JN que pondera "reunir com os advogados da Federação para analisar a situação", quando questionado sobre apresentar uma queixa por lesão de honra, criticando os autores da queixa e desabafando. "Peço desculpa pelo expressão, mas parece que a teta deixou de dar leite", explicando posteriormente. "Ao fim de 5 anos, 8 meses e dois dias, diz-me: 'fui o único que fiz dois jantares de apoio à tua candidatura. Não te estou a pedir nada'. Se não está a pedir nada, o que é que isto quer dizer? Ele é que tem de dizer o que pretende. Não tenho problema nenhum e está tudo esclarecido da minha parte." O JN tentou contactar a Associação Distrital de Judo de Castelo Branco, mas sem resposta até à publicação desta notícia.

A queixa garante ter em posse documentos assinados por Jorge Fernandes enquanto presidente do JCC já depois de ter sido eleito líder na FPJ, algo que é refutado pelo visado. "Não assinei qualquer documento, naturalmente que alguém assinou pelo clube. Os documentos aparecem com o meu nome, mas com a informação de mandato suspenso", assegura, deixando outra garantia: "nunca fui à Câmara de Coimbra assistir à assinatura de contratos desde que de lá saí. Se a Câmara aceitasse, estava a cometer uma ilegalidade".

Jorge Fernandes já tinha sido envolvido no decorrer deste mês em outra polémica, sendo criticado numa carta aberta assinada pelos judocas olímpicos Telma Monteiro, Bárbara Timo, Rochele Nunes, Patrícia Sampaio, Catarina Costa, Anri Egutidze e Rodrigo Lopes. O presidente da FPJ é acusado de discriminação e ameaças, no que dizem ser um "clima insustentável e tóxico". Jorge Fernandes assegurou ao JN que "irá fazer um comunicado brevemente sobre esse assunto".

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