Campeonatos Europeus

Jessica Augusto conquista bronze nos Europeus de atletismo

Jessica Augusto conquista bronze nos Europeus de atletismo

Jessica Augusto conquistou, este sábado, a medalha de bronze da maratona nos Campeonatos Europeus de atletismo, conseguindo a primeira presença no pódio para Portugal no evento que decorre em Zurique, na Suíça.

"Estou satisfeita por ganhar a primeira medalha de Portugal. Trabalhei muito para esta medalha e penso que de uma forma muito inteligente", afirmou a portuguesa, que terminou a prova a 27 segundos da vencedora.

A atleta portuguesa, de 32 anos, detentora da melhor marca do ano (2:24.25 horas), completou a prova em 2:25.41, atrás da francesa Christelle Daunay, nova campeã europeia, que terminou com 2:25.14, e da italiana Valeria Straneo, medalha de prata, com um registo de 2:25.27.

Depois de ter alcançado, na maratona de Londres, a sua melhor marca, que a consolida como segunda melhor portuguesa de sempre, atrás de Rosa Mota, Jessica Augusto ambicionava justificadamente o ouro, mas ficou a 27 segundos desse objetivo, perante duas atletas bastante mais experientes: Daunay (39 anos), duas vezes top-10 em Mundiais, e Straneo (38), vice-campeã do Mundo no ano passado.

No entanto, Jessica mostrou-se ao nível das melhores, já que o trio do pódio esteve um degrau acima das restantes nestes 42,195 km. A quarta classificada, a croata Lisa Christina Nemec (2:28.36), chegou quase três minutos depois da portuguesa, e a quinta, a turca de origem etíope Elvan Abeylegesse (2:29.46), gastou mais quatro minutos.

Jessica Augusto, que de início ficou ligeiramente para trás em relação ao grupo da frente, fez uma corrida extremamente regular - cada légua na casa dos 17 minutos - e nunca saiu do seu ritmo. Décima aos 5.000 metros, Jessica foi aproveitando as sucessivas quebras entre as primeiras e passou em quinto à meia maratona e em terceiro aos 30 km.

Sempre com as líderes à vista e diferenças na ordem dos 10/20 segundos, a portuguesa, sétima classificada na maratona dos Jogos Olímpicos Londres2012, não conseguiu anular o pequeno fosso face a Straneo e Daunay, que "disparou" para a vitória aos 40 km.

"Eu ia no primeiro grupo na primeira volta, mas depois fiquei para trás porque tive de ouvir o meu corpo, que me estava a dizer para ir com outro ritmo. Recuperei no final e fiquei contente por ganhar o bronze", explicou a atleta bracarense em conferência de imprensa.

"Corri a maratona de Londres [em abril], mas depois descansei durante duas semanas, por isso hoje não foi assim tão difícil. É a minha terceira maratona esta época [incluindo Yokohama em novembro de 2013], agora vou descansar para os Jogos Olímpicos Rio2016. Não planeio correr nos campeonatos do Mundo [de 2015]", acrescentou.

Vice-campeã europeia de 10.000 metros em 2010, Jessica Augusto alcançou a sua segunda medalha em campeonatos continentais e deu a Portugal a sexta medalha na maratona, depois dos títulos de Rosa Mota (1982, 1986 e 1990) e Manuela Machado (1994 e 1998).

O resultado da bracarense, associado aos de Filomena Costa, que terminou em 15.º (2:32.50), e Marisa Barros, que na sua primeira maratona do ano e vinda de quase duas épocas de combate às lesões ficou no 20.º lugar (2:34.35), garantiu a Portugal o segundo posto na Taça da Europa de maratona, atrás da Itália. A outra portuguesa em prova, Doroteia Peixoto, abandonou depois dos 25 km.

Esta tarde, na pista do estádio Letzigrund, Portugal apresenta-se com natural orgulho no concurso do salto com vara, através de Edi Maia e Diogo Ferreira. Nunca um português chegara a uma final e agora ambos conseguiram a qualificação, passando 5,50 metros, dando indicações de que o recorde nacional de 5,70 pode estar em perigo.

A seleção nacional de 4x100 metros, com Yazaldes Nascimento, recente finalista dos 100 metros, e o "eterno" Francis Obikwelu, pode assegurar a final de domingo e aí tentar superar o melhor de sempre, um sexto lugar.

Menos se espera das mulheres nos 4x400 metros, entrando no concurso com o 16.º e último dos tempos.

Sara Moreira, quinta nos 10.000 metros, vai para a pista para nova final direta, a dos 5.000 metros, prova em que menos facilmente brilhará, por falta de velocidade terminal. Por ter sido mãe há menos de um ano, não recuperou ainda as suas qualidades de terminadora.

A final do salto em comprimento está "órfã" de Patrícia Mamona, a campeã portuguesa que há dois anos foi segunda em Helsínquia. Susana Costa, nona nas qualificações, é a representante lusa.

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